RJ em Foco
Mãe e padrasto foragidos são presos por morte de menino de 2 anos no Rio
Investigadores localizaram o casal em Itaguaí após apuração sobre possível envolvimento de um dos suspeitos na venda de celulares roubados
Policiais da 34ª DP (Bangu) prenderam a mãe e o padrasto de Kaleb Gabriel da Cruz Lisboa, de 2 anos. Matheus Pereira Rufino Isidoro e Aline Júlia da Cruz Conceição estavam foragidos desde outubro de 2024, quando cumpriram a prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro pela morte da criança.
Kaleb morreu em julho do mesmo ano, na Zona Norte do Rio. Na época, o menino foi levado para uma unidade de saúde, e o casal afirmou que teria caído da cama. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML), no entanto, apontaram que as lesões eram incompatíveis com a versão apresentada e indicaram que os danos foram provocados por agressões.
Investigação levou ao paradeiro dos suspeitos
Segundo a Polícia Civil, a localização do casal foi descoberta durante uma investigação sobre um comércio de celulares roubados e furtados na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Isidoro, que já foi considerado foragido pela morte de Kaleb, apareceu no inquérito como suspeito de envolvimento no esquema planejado.
A partir de informações levantadas pelo setor de inteligência durante as diligências, os agentes procuram identificar o local onde os dois estavam escondidos.
De acordo com a delegacia, o casal estava em uma área conflagrada e de difícil acesso para a polícia. Para se aproximar do imóvel sem levantar suspeitas, os agentes disfarçaram os entregadores e confirmaram a localização dos foragidos. Após a identificação, os policiais se apresentaram e efetuaram as prisões.
Os suspeitos foram encontrados em uma casa em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Eles foram encaminhados para unidade policial e permanecerão à disposição da Justiça.
Casal deu entrevistas após a morte do menino
Após a morte de Kaleb, o caso teve grande repercussão no Rio. Em entrevistas, o casal negou que a criança sofreu agressões. A mãe, Aline Júlia, chegou a acusar o hospital que atendeu o menino de negligência e afirmou que estava sendo ameaçada de morte na comunidade onde morava.
"Matheus sempre colocava ele de castigo, mas nunca espancou meu filho. Eu não posso mais voltar para minha casa porque estou sendo ameaçado de morte. Se os médicos fizeram os exames, tive visto que meu filho não estava bem", afirmou Aline na época.
O padrasto, Matheus Pereira Rufino Isidoro, também falou à imprensa. Ele disse que tinha uma boa relação com Kaleb e sustentou a versão de que uma criança havia caído da cama.
"Nossa relação sempre foi boa. Como toda criança, quando ele aprontava, eu o colocava de castigo. Eu estava fora de casa, conversando com um vizinho, quando ouvi um barulho muito forte. Ele caiu da cama e o pé ficou preso na estrutura de ferro. O rosto ficou marcado por causa da queda", declarou.
Apesar das negativas do casal, um pai do menino já relatou suspeitas de maus-tratos. Conforme declaração de óbito, Kaleb morreu em decorrência de “traumatismo abdominal, com lesão do pâncreas e conseqüente pancreatite necro-hemorrágica e peritonite, provocados por ação contundente”.
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