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Polícia mira esquema de roubo, desmanche e venda de peças que movimentou R$ 10 milhões

Investigação apontou estrutura criminosa dividida entre assaltantes, cortadores de veículos e receptadores

Agência O Globo - 11/06/2026
Polícia mira esquema de roubo, desmanche e venda de peças que movimentou R$ 10 milhões
Polícia mira esquema de roubo, desmanche e venda de peças que movimentou R$ 10 milhões - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Políticas civis realizam, nesta quinta-feira, uma operação contra uma organização criminosa especializada em roubo de veículos, desmanche e comércio ilegal de peças automotivas . Segundo as investigações, que duraram mais de um ano, o grupo movimentou mais de R$ 10 milhões no período.

A ação, no âmbito da Operação Torniquete , tem como objetivo cumprir dez mandatos de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

As apurações revelaram uma estrutura criminosa dividida em três núcleos. A primeira era formada por assaltantes, responsáveis ​​pelos roubos de veículos mediante violência. A segunda reunião dos encarregados pelo corte, desmonte e intermediação dos automóveis em áreas dominadas por facções criminosas, além do transporte das peças. O terceiro núcleo era composto por receptadores, incluindo empresários do setor de ferros-velhos, que compravam as peças e as vendiam ao consumidor final.

Desde o início das investigações, cinco suspeitos de integrar o grupo já foram presos. Entre eles está apontado como o principal cortador de veículos da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Ele foi capturado em flagrante enquanto transportava peças retiradas de dois carros recém-desmanchados, que seriam vendidos em Nova Iguaçu.

Outro homem, apontado pela polícia como um dos maiores receptadores de peças roubadas do estado, também foi preso durante as apurações. Além dele, outros três suspeitos, indicados como autores de diversos roubos de veículos, permaneceram detidos. Com um dos investigados, os agentes apreenderam um automóvel e uma moto-aquática avaliados em mais de R$ 200 mil.

A operação desta quinta-feira tem como foco direcionado aos investigados e busca aprofundar as apurações, reunindo novas provas sobre a estrutura financeira e operacional do grupo de crime. O objetivo é identificar os outros envolvidos, ampliar o mapeamento da rede de recepção e responsabilizar todos os participantes do esquema.

A ação integra a segunda fase da Operação Torniquete , voltada à repressão de roubos, furtos e recepções de cargas e veículos. De acordo com a polícia, esses crimes financiam atividades de facções criminosas, disputas territoriais e pagamentos a parentes de membros de grupos, envolvendo eles presos ou em liberdade.

Desde setembro de 2024, a operação já foi realizada em mais de 1.050 prisões, além da recuperação de cargas e veículos avaliada em mais de R$ 56 milhões. As ações são contínuas e já ultrapassaram R$ 70 milhões em pedidos de bloqueio de bens e valores.