RJ em Foco
Preso na Maré, suspeito de integrar rede de abuso sexual infantil usava área do TCP como refúgio, diz polícia
Homem é investigado por armazenar e compartilhar imagens e vídeos de abusos contra crianças e bebês em plataformas digitais
Um dos alvos da Operação Trinus , deflagrada nesta quarta-feira no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Mateus de Souza Lobosco foi preso sob suspeita de armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantil. Segundo a Polícia Civil, ele integrou uma rede investigada para divulgar imagens e vídeos de abusos envolvendo crianças e bebês por meio de plataformas digitais.
De acordo com a 21ª DP (Bonsucesso), responsável pela investigação, o suspeito mantinha contato com mais de 300 pessoas em uma plataforma usada para o compartilhamento desse tipo de conteúdo. A purificação integra uma das seis frentes da operação, que cumpriu 56 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão contra membros e pessoas ligadas às atividades criminosas investigadas no Complexo da Maré.
Durante a coletiva realizada na Cidade da Polícia, o delegado Tiago Dorigo, responsável pelo caso, afirmou que, até o momento, não há declarações de ligação direta do investigado com o Terceiro Comando Puro (TCP) , facção apontada como principal alvo da operação.
— O pedófilo, em princípio, não tem ligação. As investigações vão exigir com relação a ele e à rede de pedofilia da qual ele faz parte — afirmou o delegado.
Segundo Dorigo, a escolha de morar em uma área controlada pela facção teria relação com a proteção oferecida pelo território dominado por infratores.
— Ele se instalou na parte do Terceiro Comando da Maré para usufruir da proteção que a facção oferece. Ele sabe que ali estaria mais protegido — disse.
A Polícia Civil informou que o suspeito foi preso em cumprimento de mandato judicial no curso das investigações. Durante a operação, um laptop foi compreendido e direcionado para análise de equipes especializadas.
— O laptop dele foi compreendido e já tem uma equipe especializada analisando. Sendo encontrado material pornográfico, ele também será autuado em flagrante por armazenar esse conteúdo — declarou o delegado.
Segundo a polícia, as investigações avançaram agora para identificar outros membros da rede de compartilhamento de material de abuso sexual infantil. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) deverá auxiliar na continuidade das apurações para localizar pessoas responsáveis pela divulgação e pelo armazenamento dos arquivos.
A Operação Trinus é resultado de seis meses de investigação da 21ª DP e reúne apurações sobre roubos de carga, receptação de celulares, tentativa de homicídio, violência doméstica, exploração sexual infantil e outras atividades criminosas investigadas pela Polícia Civil no Complexo da Maré.
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