RJ em Foco
Pedreiros mortos por policiais são sepultados em São Gonçalo; câmeras corporais são analisadas
Testemunhas dizem que não houve abordagem nem operação policial na comunidade
Os corpos dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, mortos durante uma ação da Polícia Militar no Jardim Catarina, em São Gonçalo, foram velados nesta quinta-feira no Cemitério São Miguel, localizado no bairro homônimo, na Região Metropolitana do Rio. A Polícia Civil está analisando as imagens das câmeras corporais dos agentes para apurar relatos de testemunhas, que afirmam que não houve abordagem policial nem operação em andamento na comunidade no momento dos disparos.
Durante a investigação, a Polícia Civil recolheu o tripé e a régua de obra que estavam com os pedreiros. O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).
"Os policiais militares envolvidos na ocorrência já prestaram depoimento na unidade, e suas armas foram apreendidas para confronto balístico. As imagens das câmeras corporais foram requisitadas. Outras testemunhas também foram ouvidas, e diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos", informou a Polícia Civil.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar comunicou que, segundo o comando do 7º BPM (São Gonçalo), um procedimento apuratório está em curso para investigar todas as circunstâncias em que policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante uma ocupação na localidade de Ipuca, na manhã desta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios foi acionada. A corporação lamentou as mortes de Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis e ressaltou que preza pela transparência, colaborando integralmente com as investigações.
'Covardia', diz primo
“Foi uma covardia o que fizeram com dois trabalhadores. Nenhum deles era bandido”, afirmou um amigo das vítimas, que preferiu não ser identificado.
Segundo relatos, os equipamentos de trabalho eram transportados entre Marcelo, que pilotava a motocicleta, e Edivan, que estava na garupa segurando a régua. Ambos cumprimentaram uma testemunha ao passar por ela. Cerca de 30 segundos depois, a testemunha ouviu uma rajada de tiros que tirou a vida dos dois trabalhadores.
“Eu estava saindo para trabalhar e vi os dois passando por mim numa moto. Eles me cumprimentaram e deram bom dia. Estavam com uma ferramenta que pode ter sido confundida com uma arma. Eles seguiram adiante e, uns 30 segundos depois, escutei a rajada de tiros. Ainda consegui olhar a moto caindo junto com os dois”, relatou a testemunha.
Mais lidas
-
1INFRAESTRUTURA
Paulo Dantas anuncia triplicação da rodovia entre Maceió e Barra de São Miguel
-
2LUTO
Professora Dorinha morre aos 57 anos após complicações de cirurgia em Arapiraca
-
3LOTERIAS
Mega-Sena especial de 30 anos tem ganhadores no Rio e em Fortaleza; confira o resultado
-
4LOTERIAS
Mega-Sena 30 anos: confira o resultado do sorteio especial e os maiores prêmios da história
-
5OBRA IMPORTANTE
Novo binário de Arapiraca está com 95% das obras concluídas