RJ em Foco
Quarto dia de júri tem retorno de advogado após infarto e depoimento de jovem que acusa Jairinho
Sessão é marcada pelo retorno do advogado Fabiano Lopes e pelo aguardado depoimento de Kaylane Pereira, que relata agressões sofridas na infância.
O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros pelo assassinato de Henry Borel começou nesta quinta-feira com o retorno ao plenário do advogado Fabiano Lopes , que sofreu um infarto no último sábado durante a preparação da defesa do ex-vereador. Apesar da recomendação médica adicional, Lopes decidiu reassumir a liderança da equipe de defesa.
“A pressão arterial está controlada, sendo assim, mesmo a equipe médica sendo contra você voltar para liderar minha equipe”, afirmou o advogado, acrescentando que a juíza Elizabeth Machado Louro foi informada de sua situação e que uma equipe médica estará disponível durante o júri.
Outro destaque do dia é o depoimento de Kaylane Pereira , filha de Natasha, ex-companheira de Jairinho. Agora maior de idade, Kaylane vai falar publicamente pela primeira vez sobre as agressões que afirma ter sofrido do então padrasto quando tinha apenas cinco anos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público apresentada em 2021, Jairinho é acusado de torturar Kaylane. Segundo os promotores, ele “batia com a cabeça da vítima contra diversos lugares, chutava e desferia socos contra o barriga da criança, além de afundá-la na piscina colocando seu pé sobre sua barriga, afogando-a, e de torcer seu braço”.
O depoimento do jovem ocorre após um terceiro dia de julgamento marcado por intensos embates entre acusação e defesa , decisões elaboradas do Tribunal de Justiça à defesa de Jairinho e depoimentos considerados centrais para a acusação.
Na quarta-feira, o psiquiatra Rafael Bernardon declarou aos jurados ter identificado em Jairinho um comportamento que, em sua avaliação, indicava satisfação ao causar sofrimento em crianças. “Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação”, afirmou o especialista.
A declaração provocada imediata da defesa do ex-vereador. O advogado Rodrigo Faucz criticou a participação do psiquiatra no júri, alegando que ele não entrevistou Jairinho. “É um absurdo a oitiva de um médico psiquiatra que, por conta das diretrizes éticas médicas, não poderia sequer se manifestar sobre pessoas que não foram entrevistadas”, disse o criminalista.
Ainda na quarta-feira, a médica Maria Cristina Souza Azevedo, responsável pelo atendimento de Henry no Hospital Barra D'Or na noite da morte, relatou que o menino chegou à unidade em parada cardiorrespiratória e apresentou diversas marcas pelo corpo. Segundo ela, uma tentativa de reanimação durou cerca de duas horas.
Durante o depoimento da médica, Monique Medeiros chorou ao assistir a um vídeo de Henry dançando na casa do pai, Leniel Borel, na véspera da morte.
O julgamento ocorre no II Tribunal do Júri, no Centro do Rio, e já ultrapassa 30 horas de duração somando os três primeiros dias de sessão.
Mais lidas
-
1INFRAESTRUTURA
Paulo Dantas anuncia triplicação da rodovia entre Maceió e Barra de São Miguel
-
2LUTO
Professora Dorinha morre aos 57 anos após complicações de cirurgia em Arapiraca
-
3LOTERIAS
Mega-Sena especial de 30 anos tem ganhadores no Rio e em Fortaleza; confira o resultado
-
4LOTERIAS
Mega-Sena 30 anos: confira o resultado do sorteio especial e os maiores prêmios da história
-
5OBRA IMPORTANTE
Novo binário de Arapiraca está com 95% das obras concluídas