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‘Ela parecia não acreditar’, diz médica sobre reação de Monique após morte de Henry; ré chorou ao ver vídeo do filho no júri

Maria Cristina Souza Azevedo afirmou que menino chegou ao hospital 'tecnicamente morto' com parada cardíaca e com marcas roxas pelo corpo; protocolo de reanimação durou cerca de duas horas

Agência O Globo - 28/05/2026
‘Ela parecia não acreditar’, diz médica sobre reação de Monique após morte de Henry; ré chorou ao ver vídeo do filho no júri
Henry Borel - Foto: YOUTUBE/Reprodução Fonte: Agência Senado

A médica Maria Cristina Souza Azevedo relatou nesta quarta-feira, durante o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, que Monique “parecia não acreditar” na morte do filho, Henry Borel, após a confirmação do óbito no Hospital Barra D’Or. Durante o depoimento no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, Monique chorou ao assistir a um vídeo de Henry dançando na casa do pai, gravado na manhã do domingo anterior à morte.

O vídeo foi exibido pelo assistente de acusação Cristiano Medina enquanto a médica detalhava o atendimento prestado ao menino na noite de 8 de março de 2021.

Segundo Maria Cristina, Henry chegou à unidade em parada cardiorrespiratória e apresentava marcas roxas no tórax, abdômen, punhos e coxas, além de palidez e rigidez nas mãos. A médica relatou que a equipe realizou manobras de reanimação, seguindo protocolo que durou cerca de duas horas.

— O pai pediu para que continuássemos tentando — afirmou a testemunha, referindo-se a um apelo feito por Leniel Borel durante o atendimento.

Reação de Monique ao saber da morte

Questionada pelo promotor Fábio Vieira sobre a reação de Monique após a confirmação da morte do filho, Maria Cristina afirmou que a professora aparentava estar em choque.

— Ela estava em estado de choque, parecia não acreditar — disse a médica.

Sobre Jairinho, a médica recordou que ele “passou o tempo todo apoiando Monique”.

A médica é uma das testemunhas ouvidas no terceiro dia do julgamento dos réus pela morte de Henry, ocorrida em março de 2021. O júri tem sido marcado por longos depoimentos, embates entre acusação e defesa, além da exibição de imagens e vídeos relacionados aos últimos dias de vida do menino.