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Psiquiatra afirma que comportamento de Jairinho sugere satisfação em causar sofrimento a criança

Julgamento entra no terceiro dia com depoimentos técnicos considerados cruciais para acusação e defesa

Agência O Globo - 27/05/2026
Psiquiatra afirma que comportamento de Jairinho sugere satisfação em causar sofrimento a criança
Jairinho - Foto: Reprodução

No terceiro dia do julgamento pela morte do menino Henry Borel, o psiquiatra Rafael Bernardon foi a primeira testemunha ouvida pelo Conselho de Sentença. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros, são acusados ​​do crime.

Durante o seu depoimento, Bernardon relatou que, após analisar os autos do processo, disposições em Jairinho um comportamento que, segundo sua avaliação, indicava satisfação em causar sofrimento em crianças.

— Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação — declarou o especialista, convocado pela acusação, em resposta a questionamentos do Ministério Público.

A defesa de Jairinho reagiu imediatamente, interrompendo a fala para enfatizar que a conclusão do psiquiatra representava uma interpretação pessoal. Bernardon, por sua vez, reforçou que sua avaliação foi baseada em uma leitura técnica do caso e que a percepção corrigiu dos elementos analisados.

O depoimento da psiquiatra abriu a sessão desta quarta-feira, terceiro dia do julgamento dos réus pelo assassinato de Henry Borel, ocorrido em março de 2021.

Após Bernardon, ainda estão previstos os depoimentos do perito Luís Carlos Leal Prestes e da médica Maria Cristina de Souza Azevedo.

O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital e já soma mais de dois dias de sessões marcadas por longos depoimentos, divergências entre acusação e defesa e intensos questionamentos sobre as provas reunidas durante a investigação.