RJ em Foco
Cláudio Castro é alvo de nova ação da PF e tem celulares apreendidos
Cobertura do ex-governador do Rio foi um dos endereços que passaram por busca e apreensão
Agentes da Polícia Federal cumpriram, na manhã desta terça-feira, mandatos de busca e apreensão na cobertura do ex-governador Cláudio Castro, no condomínio Península, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A ação faz parte de uma operação que investiga os transportes realizados pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio (Rioprevidência), vinculada ao Governo do Estado. Segundo o advogado de Castro, Carlo Luchione, dois celulares foram apreendidos no imóvel.
Detalhes da apreensão
— Foram apreendidos dois aparelhos: um antigo, sem uso, e outro adquirido após a última busca, realizada há cerca de dez dias — detalhou Luchione, que classificou a operação como uma "surpresa". O advogado afirmou ainda que Castro colaborou com os agentes e que não houve qualquer intercorrência durante a diligência.
Esta é a segunda operação da Polícia Federal contra Cláudio Castro em onze dias. Na ocasião anterior, as pesquisas foram relacionadas à investigação sobre fraude no setor de combustíveis.
Defesa aponta viés político
— São casos separados, mas é muito cedo para falar de algo diferente. Na minha opinião, há um componente político envolvido, especialmente neste momento eleitoral. As operações não são políticas, mas decorrem de investigações que apontam contra ele. Envolvem diversos setores e o aval do Banco Central — afirmou o advogado, acrescentando que ainda não teve acesso à decisão judicial que motivou a ação.
Condenação na Justiça Eleitoral
Cláudio Castro, que renunciou ao governo do Rio em março para disputar uma vaga no Senado, foi condenado por abuso de poder político e econômico pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em referência à campanha de 2022. Com isso, tornou-se inelegível até 2030.
Durante as buscas, Castro, acompanhado de sua esposa e sogra, permanece tranquilo, segundo seu advogado.
Investigação sobre esportes no Banco Master
A operação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que apura aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master. Entre outubro de 2023 e julho de 2024, cerca de R$ 970 milhões foram movimentados. Nesta nova fase, a PF investiga ainda aplicações de aproximadamente R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de julho de 2024 em fundos vinculados à mesma instituição, totalizando cerca de R$ 3 bilhões em transferências.
Os recursos têm origem, principalmente, do Rioprevidência, responsável pelo pagamento de contribuições e pensões a cerca de 235 mil beneficiários estaduais, e da Cedae, estatal de abastecimento de água do Rio.
O Banco Master foi liquidado em novembro, após a prisão do fundador Daniel Vorcaro, suspeito de fraudes financeiras. A Polícia Federal investiga o pagamento de propina a agentes públicos para ampliar os transportes no banco, a criação de fundos fictícios para inflar o valor da instituição e o uso de uma rede de fundos para ocultar a origem dos recursos.
Relações políticas sob investigação
De acordo com as investigações, Vorcaro utilizou relações com políticas para obter vantagens. A PF apura possíveis irregularidades nos esportes realizados pelo Rioprevidência, à época sob comando de Deivis Marcon Antunes, indicada pelas lideranças do União Brasil.
Nesta terça, a PF cumpriu 10 mandatos de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Além de Castro, são alvos integrantes e ex-integrantes do Rioprevidência. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mais lidas
-
1INFRAESTRUTURA
Paulo Dantas anuncia triplicação da rodovia entre Maceió e Barra de São Miguel
-
2TÊNIS INTERNACIONAL
Sinner pode quebrar dois recordes históricos se vencer Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
3LOTERIAS
Mega-Sena especial de 30 anos tem ganhadores no Rio e em Fortaleza; confira o resultado
-
4LOTERIAS
Mega-Sena 30 anos: confira o resultado do sorteio especial e os maiores prêmios da história
-
5OBRA IMPORTANTE
Novo binário de Arapiraca está com 95% das obras concluídas