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Fim do dinheiro nos ônibus do Rio: Cavaliere critica reação da Alerj e associa dinheiro vivo à ‘máfia’
Prefeito do Rio reage a projeto da Alerj que proíbe recusa de cédulas nos coletivos; medida municipal começa dia 30.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), criticou neste sábado a reação de parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ao plano da prefeitura de extinguir gradualmente o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais. Segundo Cavaliere, a circulação de cédulas favorece "o esquema da máfia". A declaração foi feita nas redes sociais em resposta ao projeto apresentado na Alerj, que proíbe estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço de recusarem pagamentos em espécie. A proposta surgiu após o anúncio da prefeitura sobre a ampliação dos meios digitais no transporte público da capital.
Críticas à resistência:
“É estarrecedor que não escondem a preferência pela circulação de dinheiro vivo na Alerj. O temor da modernização que iniciamos na cidade do Rio chegar ao Estado do RJ, pelo visto, incomodou o esquema da máfia”, escreveu Cavaliere.
Na publicação, o prefeito também afirmou que “quem gosta de dinheiro vivo circulando em caixa de sapato, cofre e mala é bandido” e reforçou que o município continuará avançando na digitalização do sistema de transportes.
De acordo com Cavaliere, atualmente cerca de 95% das passagens de ônibus no Rio já são pagas sem o uso de dinheiro em espécie. A prefeitura argumenta que a retirada gradual das cédulas dos coletivos pode reduzir assaltos, acelerar o embarque e aumentar o controle sobre a arrecadação das empresas de ônibus.
Projeto de lei em debate:
O projeto citado pelo prefeito foi protocolado na Alerj como reação à medida da administração municipal. O texto prevê que estabelecimentos comerciais não possam recusar cédulas e moedas em transações presenciais no estado do Rio.
Novas formas de pagamento:
Na sexta-feira, Cavaliere anunciou que os usuários poderão pagar as passagens por Pix diretamente nos validadores instalados nos ônibus e terminais da cidade. A opção estará disponível a partir da próxima terça-feira. Também haverá ampliação dos pontos físicos para aquisição dos cartões de transporte. O cartão unitário, carregado para apenas uma viagem, poderá ser comprado com dinheiro em cerca de 700 bancas de jornal da cidade a partir da próxima terça-feira, 26 de maio.
— O pagamento com o Pix será por meio de QR Code. O usuário vai aproximar o celular do validador, que registrará o pagamento da viagem. Essa forma de pagamento também passa a valer no mesmo dia para outros modais da cidade: VLTs, BRTs, vans e cabritinhos — explicou o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes.
O preço do cartão será de R$ 5, tarifa hoje adotada no transporte público municipal. A partir do dia 30, como já anunciado, o pagamento em dinheiro não será mais aceito nos ônibus. Segundo Cavaliere, neste fim de semana deve ser alcançada a marca de 95% das viagens sem uso de dinheiro. Uma experiência piloto começou no domingo passado pela linha 634 (Bananal-Saens Pena).
Em seguida, em data ainda a ser definida, será possível pagar pelo serviço com cartão de débito e crédito, após ajustes nos validadores. Arraes explicou que esse pagamento será feito pela função de aproximação (tecnologia NFC). O cronograma detalhado será divulgado na próxima semana.
Nas redes, o prefeito também afirmou que haverá outros 1.100 pontos de recarga em dinheiro distribuídos por todas as regiões do município, incluindo bancas de jornais.
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