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Como identificar figurinhas falsas do álbum da Copa do Mundo; delegado explica em vídeo
Polícia Civil apreendeu 200 mil cards falsificados na quinta-feira em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que seriam distribuídos no município do Rio de Janeiro e no restante da Região Metropolitana
Após uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que apreendeu milhares de camisas falsificadas da seleção brasileira, a Polícia Civil divulgou orientações para ajudar consumidores a identificar produtos ilegais, como as figurinhas do álbum da Copa do Mundo. O material foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e seria distribuído na capital fluminense e em cidades da Região Metropolitana.
Como identificar figurinhas falsas:
De acordo com o delegado Victor Tutman, responsável pela investigação, alguns sinais podem ajudar a diferenciar as figurinhas falsificadas das originais:
- Preço abaixo do mercado: As figurinhas oficiais possuem valor tabelado pela editora. Ofertas com preços muito baixos devem gerar desconfiança.
- Qualidade inferior: Os cards falsificados costumam apresentar aparência mais opaca e acabamento menos nítido.
- Embalagem diferente: O papel dos pacotes ilegais é mais poroso e grosso do que o utilizado nos produtos originais.
Veja o vídeo com a explicação do delegado:
Sobre o caso
A operação que resultou na apreensão de 200 mil figurinhas foi baseada em informações de inteligência, com o objetivo de impedir a entrada de produtos falsificados no mercado formal do Rio de Janeiro. Os materiais apreendidos passarão por perícia e, posteriormente, serão inutilizados.
— Pelo tato já dá para perceber. O papel tem uma qualidade diferente, é mais poroso e mais grosso. Além disso, a resolução é inferior e a figurinha é mais opaca, brilha menos — explicou o delegado Tutman.
A embalagem também apresenta diferenças visíveis. A original tem mais textura, transparência e um acabamento mais elaborado. Já o pacote falsificado, encontrado por valores a partir de R$ 5, possui composição mais simples e acabamento inferior.
Segundo Tutman, a falsificação é impulsionada pela alta procura pelo produto. A produção, feita em São Paulo, seria distribuída para diferentes polos comerciais do Rio, onde os itens seriam revendidos.
O delegado detalha ainda que os vendedores utilizam duas estratégias para facilitar a comercialização do material falsificado:
- Em lojas físicas, tentam praticar o mesmo preço do produto original e misturam itens falsos aos verdadeiros para não serem percebidos.
- Na internet, anunciam o pacote por um valor mais baixo e o comprador só percebe a falsificação ao receber o produto.
As investigações continuam para apurar os locais de fabricação e distribuição dos materiais falsificados.
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