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Novo terremoto é registrado no litoral do Rio, próximo a Maricá, dois dias após primeiro tremor na mesma região

Sismo de magnitude 3,1 ocorreu a cerca de 100 quilômetros de Maricá na manhã desta sexta-feira; especialistas afirmam que fenômeno é comum e não representa risco significativo à população

Agência O Globo - 22/05/2026
Novo terremoto é registrado no litoral do Rio, próximo a Maricá, dois dias após primeiro tremor na mesma região
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um novo tremor de terra foi registrado na manhã desta sexta-feira na costa do Rio de Janeiro. O abalo sísmico, de magnitude 3,1, ocorreu às 6h50 (horário de Brasília), a cerca de 100 quilômetros do município de Maricá. Até o momento, não há relatos de que o fenômeno tenha sido sentido pela população. Este é o segundo sismo identificado na mesma região em menos de 48 horas. O registro anterior foi às 5h31 de quinta-feira, quando um tremor de magnitude 3,3 foi detectado na costa fluminense.

Os dois eventos foram captados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da USP. A rede é coordenada pelo Observatório Nacional e conta com o apoio do Serviço Geológico do Brasil. Segundo o Observatório Nacional, a rápida localização dos tremores foi possível devido à reativação da transmissão de dados das estações sismográficas instaladas na região Sudeste.

De acordo com o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional e da RSBR, os registros seguem o padrão observado no território brasileiro e não representam ameaça relevante à população.

“O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos”, explicou o especialista.

Leite destacou ainda que a margem sudeste do Brasil concentra a principal zona sísmica offshore do país, o que faz com que terremotos de baixa magnitude ocorram com relativa frequência na área.

“A margem sudeste do Brasil, em particular, é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma relativamente frequente”, reforçou.

Novos tremores

Apesar da sequência de registros em dias consecutivos, especialistas ressaltam que não há como prever a evolução da atividade sísmica na região. Segundo Gilberto Leite, a ciência ainda não permite determinar se novos tremores ocorrerão, quando poderão acontecer ou qual seria a intensidade desses possíveis eventos.

“O que sabemos é que o histórico de sismicidade dessa região é marcado principalmente por eventos de baixas magnitudes, como estes registrados recentemente. Além disso, seguimos monitorando continuamente a área por meio das estações sismográficas que a RSBR mantém distribuídas pelo Brasil”, concluiu Leite.