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Criminosos não retornam após saída temporária do Dia das Mães: quem são Raylander do Andaraí e Mata Rindo, detentos procurados

Considerados de alta periculosidade, os dois estavam entre os 1.549 presos beneficiados pela saída temporária do Dia das Mães

Agência O Globo - 22/05/2026
Criminosos não retornam após saída temporária do Dia das Mães: quem são Raylander do Andaraí e Mata Rindo, detentos procurados
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Dois detentos considerados de alta periculosidade estão sendo procurados pela Justiça após não serem devolvidos às unidades prisionais do Rio de Janeiro. Eles estavam entre os 1.549 presos beneficiados pela saída temporária do Dia das Mães, em 10 de maio. Raylander Machado dos Santos, conhecido como "Raylander do Andaraí", apontado como chefe de uma quadrilha especializada em roubos violentos na Zona Norte, e Emanuel dos Santos Carvalho, o "Mata Rindo", acusado de homicídios e atuar no tráfico no Complexo do Lins, descumpriram o prazo de reapresentação, que se encerrou em 14 de maio, e agora são considerados foragidos. O Disque Denúncia divulgou, na quarta-feira, um cartaz com informações sobre os dois homens.

Operação mira chefes do tráfico do CV

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen), o prazo para reapresentação terminou em 14 de maio. Nenhum dos dois retornou ao sistema prisional e ambos passaram à condição de foragidos. No caso de Emanuel, a direção do Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho comunicou oficialmente à Vara de Execuções Penais, em 15 de maio, que ele "não retornou do VPF" (Visita Periódica ao Lar).

De acordo com as investigações, Raylander foi preso por comandar uma quadrilha especializada em roubos de veículos, estabelecimentos comerciais e pedestres na Tijuca, em Vila Isabel e no entorno do Morro do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O grupo ficou conhecido pela prática de assaltos violentos sob ameaça de morte e pela atuação na modalidade chamada "saidinha de banco", quando criminosos monitoravam clientes que acabavam de sacar grandes quantias em dinheiro para abordá-los fora das agências.

Emanuel dos Santos Carvalho, o Mata Rindo, foi preso por envolvimento em homicídios e roubos no Complexo do Lins. Segundo o Disque Denúncia, ele recebeu esse apelido por ser apontado pela polícia como executor de integrantes de facções rivais e por atuar na linha de frente de confrontos contra policiais militares.

Documentos do sistema penitenciário obtidos pela GLOBO o identificam ainda como "líder do tráfico na Comunidade do Amor, no Lins". A ficha prisional de Emanuel registra passagens pelo sistema desde 2015 e mostra que ele voltou a ser preso em janeiro de 2019, quando foi capturado durante uma operação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro do Amor, uma das comunidades que integram o Complexo do Lins.

Os registros também apontam que Mata Rindo acumulou uma falta disciplinar grave em 2020, pela qual recebeu punição de 30 dias de isolamento e rebaixamento de classificação disciplinar por 180 dias. Apesar disso, seu comportamento foi posteriormente reclassificado como “excepcional” pelo sistema penitenciário em novembro de 2023.

O Disque Denúncia solicita que informações sobre o desfile dos foragidos sejam repassadas pelos canais oficiais da instituição, com garantia de anonimato.