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Qualidade de vida: veja as cidades melhores e as piores colocadas do Estado do Rio no Índice de Progresso Social
Não há um único município fluminense entre os 200 primeiros classificados no país
Com 67,54 pontos, Resende é o município fluminense com maior Índice de Progresso Social (IPS). O IPS Brasil de 2026 foi divulgado esta semana pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e parceiros. Lanterninha no ranking do Estado do Rio, São Francisco do Itabapoana, no extremo Norte, é o 5.424º colocado entre os 5.570 municípios brasileiros. O estado não tem uma única cidade entre as 200 com melhor qualidade de vida do Brasil, segundo o IPS.
Complexo do Alemão:
Morte de vereadora:
A capital fluminense alcançou 67º lugar e é a segunda melhor seleção no estado. As outras três são Nova Friburgo (66,91 pontos); Teresópolis (66,87); e Niterói (66,78).
As cinco piores colocadas no estado são: São Francisco de Itabapoana (51,61 pontos); Japeri (54,33); Carapebus (55,28); Sumidouro (55,74); e Itaboraí (56,8).
Entre as capitais, a do Rio está em 11º lugar. Curitiba, a primeira colocada, conquistou 71,29 pontos, sendo seguida por Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).
Em relação ao universo das cidades de grande e médio porte, a situação do estado também não é nada confortável. O Rio tem 29 entre os 338 municípios com mais de cem mil habitantes. Resende está em 66º lugar nesse ranking, e na capital, em 84º.
Diretor do IPS Brasil, Beto Veríssimo analisa que o Rio, pelo Produto Interno Bruto (PIB) que possui e pelos royalties de petróleo que recebe, deveria ter uma posição melhor em progresso social.
— O Estado do Rio tem vivido uma instabilidade política muito grande pelo menos nos últimos 20 anos. Acho que o IPS pode refletir essa instabilidade política. O IPS é uma fotografia da condição de gestão pública. No fundo, estamos medindo a qualidade dos serviços públicos que são prestados pelas prefeituras e pelos estados, e também as políticas federais que chegam aos estados e municípios — explica Veríssimo. — Veja o estado da Paraíba, que é relativamente pobre e vem tendo um desempenho bom no IPS. O Rio de Janeiro tem dinheiro, tem um bom PIB, deveria ser melhor.
Desfecho:
O geógrafo Hugo Costa, que também avaliou os dados, destaca que a própria capital fluminense ficou atrás de outras cidades com mais de cem mil habitantes bem menores, como Uberlândia (16ª) e Uberaba (78ª), ambas em Minas Gerais; e de Campina Grande (38ª), na Paraíba.
— O Rio já foi capital do Império e da República. Não se pode transformar proeminência econômica e política em proeminência social. O Rio sempre foi exemplo de desigualdade social — diz Costa. — Santos é uma cidade que, como o Rio, tem um porto, e está na 29ª entre as grandes e médias.
O IPS é medido a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, com dados de fontes públicas, como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Entre os indicadores estão os de água e saneamento, moradia, segurança pessoal e acesso ao conhecimento básico. Cada cidade recebe uma nota de 0 a 100, e a mídia do Brasil em 2026 ficou em 63,40 pontos, com alta discreta em relação a 2025 (63,05) e a 2024 (62,85).
Primeira colocada no Rio, Resende tem um dos maiores polos industriais no Sul Fluminense, com destaque nos setores automotivo, metalúrgico e químico-farmacêutico. O município abriga parte do Parque Nacional de Itatiaia, famoso pelo ecoturismo.
— De alguma maneira, Resende está conseguindo converter isso em qualidade de vida — afirma Beto Veríssimo.
Pedido de informações:
Caxias X São Bernardo do Campo
O pesquisador cita ainda a diferença de IPS entre cidades com população e PIB semelhantes, como Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, São Bernardo do Campo (SP) e Uberlância (MG). Enquanto Caxias obteve IPS de 57,87 pontos, São Bernardo do Campo alcançou 69,92 e Uberlândia (69,73).
— São três municípios com PIB parecido, população parecida, mas têm resultados de gestão pública muito diferentes — acentuação ele. — Veja outros exemplos de municípios que recebem royalties de petróleo, com muito PIB per capita, como Maricá (60,71 pontos de IPS) e Saquarema (59,8). Eles não conseguem converter esse PIB per capita, esse royalty, em qualidade de vida.
Hugo Costa explica que, em relação à capital fluminense e a Baixada, o IPS foi puxado para trás sobretudo por conta de questões relativas à qualidade do meio ambiente, à moradia e à educação ensino médio.
— Em relação ao município do Rio, o que se observa é que as benesses do turismo não chegaram à população. O turismo tem que ser consequência e não causa de desenvolvimento — afirma.
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