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Parque Shangai e Imperatriz Leopoldinense agora são patrimônios culturais do Rio
Projetos foram aprovados por unanimidade durante sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (20) na Câmara de Vereadores
O parque de diversões Shangai, localizado na Penha, e a escola de samba Imperatriz Leopoldinense foram oficialmente reconhecidos como patrimônios culturais de natureza imaterial do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por unanimidade pela Câmara Municipal, em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (20).
Reconhecimento ao Parque Shangai
O reconhecimento do Shangai se deu por meio do Projeto de Lei nº 1978/2026, de autoria do vereador Paulo Messina. Frequentador do parque desde a infância, Messina ressaltou a ligação afetiva dos cariocas com o espaço.
— O parque Shangai está entre as minhas melhores recordações de infância e da maioria dos cariocas. Até hoje levo meus três filhos. São mais de cem anos fazendo a alegria da criançada. Este reconhecimento é muito merecido, em função do valor histórico e cultural desse parque, amado por todos nós — afirmou Messina.
Fundado em 1919, o Shangai é considerado um dos primeiros parques temáticos do Brasil. Em mais de um século de existência, o parque passou por diferentes endereços até se fixar, em 1966, no Largo da Penha, aos pés da Igreja de Nossa Senhora da Penha. Antes disso, funcionou no antigo Aterro do Calabouço e também na Quinta da Boa Vista.
Imperatriz Leopoldinense: tradição e história
Na mesma sessão, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 1801/2026, de autoria do vereador Vitor Hugo, declarando a escola de samba Imperatriz Leopoldinense patrimônio cultural da cidade.
Na justificativa do projeto, Vitor Hugo, que também é compositor da verde e branco de Ramos, destacou a importância histórica, cultural e turística da escola para o carnaval carioca.
Segundo o vereador, a Imperatriz foi fundada em 1959 pelo farmacêutico Amaury Jório e outros baluartes do samba, remanescentes da extinta agremiação Recreio de Ramos. As cores verde e branco homenageiam a escola madrinha, o Império Serrano.
O parlamentar também ressaltou o simbolismo do pavilhão da escola, que possui 11 estrelas representando os bairros atendidos pela linha férrea da Zona da Leopoldina: Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Penha Circular, Vila da Penha, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral. A estrela de Ramos aparece em destaque por representar a sede da agremiação.
— Esse projeto é o reconhecimento merecido a uma das escolas de samba mais tradicionais da nossa cidade — afirmou Vitor Hugo.
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