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Rio registra queda de 37% nos casos de feminicídio e atinge menor índice desde 2020

Número de vítimas caiu de 32 para 20 no primeiro trimestre de 2026, segundo o ISP; estado também teve redução nos homicídios dolosos contra mulheres.

Agência O Globo - 16/05/2026
Rio registra queda de 37% nos casos de feminicídio e atinge menor índice desde 2020
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Estado do Rio de Janeiro apresentou uma redução de mais de 37% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 , conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Entre janeiro e março deste ano, foram registradas 20 vítimas, antes de 32 no mesmo período de 2025. Trata-se do menor índice para o trimestre desde 2020.

Os dados do ISP também indicam uma diminuição de 23% nos homicídios dolosos contra mulheres, em comparação ao ano passado. O governo estadual atribuiu esse resultado às políticas públicas externas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero.

A queda ocorre em um contexto nacional de aumento de casos de violência contra mulheres. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil viveu, em 2026, o primeiro trimestre mais letal para mulheres dos últimos 11 anos.

Apesar da redução nos casos consumidos, o Rio de Janeiro registrou altas ocorrências relacionadas às fases iniciais da violência. As tentativas de feminicídio subiram 10,2%, passando de 88 no primeiro trimestre de 2025 para 97 em 2026.

Também houve crescimento nos registros de constrangimento ilegal, com aumento de 37%, e de difamação, que subiu 25%. Especialistas avaliam que esses números podem indicar maior procura das mulheres por canais de denúncia e pela rede de acolhimento, prevenindo a evolução para casos fatais, conforme informado o ISP.

Mulheres vítimas de violência no Rio de Janeiro podem buscar auxílio na rede de atendimento especializada. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Também é possível registrar denúncias de forma anônima na Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, serviço gratuito do governo federal disponível 24 horas. O estado conta ainda com Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam) e Centros de Acolhimento com apoio psicológico, social e orientação jurídica.