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Comissão especial da Alerj elege Jair Bittencourt presidente e inicia apuração sobre gastos do estado
Colegiado aprovou envio de ofício ao governo solicitando detalhamento de despesas e prevê reuniões semanais para acelerar investigações sobre o orçamento estadual
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) instalou, na manhã desta quinta-feira, a comissão especial destinada a analisar as contas e despesas do governo estadual. O grupo iniciou os trabalhos aprovando o envio de um ofício à Secretaria Estadual de Planejamento, solicitando informações detalhadas sobre as despesas da administração pública.
O colegiado será presidido pelo deputado Jair Bittencourt (PL), com a deputada Tia Ju (Republicanos) na vice-presidência e o deputado Alan Lopes (PL) como relator. Também participaram da votação os deputados Célia Jordão (PSD) e Márcio Gualberto (PL).
O primeiro ato da comissão foi aprovar o envio de um ofício pedindo dados sobre gastos com diárias, passagens, auxílios e outras despesas correntes dos órgãos públicos. O documento também solicita esclarecimentos sobre a abertura de créditos adicionais nos últimos exercícios financeiros, incluindo a destinação dos recursos e as justificativas apresentadas pelo estado.
Os parlamentares também querem acesso a informações sobre recursos remanescentes ao fim de cada exercício financeiro e ao detalhamento das despesas de todos os poderes e órgãos autônomos.
Segundo Jair Bittencourt, o foco da comissão será técnico e concentrado na análise do orçamento estadual. "Se a gente cumprir o combinado com todos, não vai ter problema. Não vai ter privilégio. A comissão estará num período pré-eleitoral e será um divisor de águas. Vamos nos debruçar sobre o orçamento do estado", afirmou o presidente.
Bittencourt também destacou a importância da atuação da Alerj na definição dos investimentos públicos. "O orçamento é único e universal. O estado como um todo é um orçamento. Na hora de definir os investimentos, quem faz é a Assembleia. Quando cada deputado tem a opção de indicar orçamento, inserir e debater, estará conduzindo a vontade de quem votou nele", declarou.
O presidente informou ainda que o colegiado pretende apresentar sugestões para aprimorar a aplicação dos recursos públicos. "O trabalho final, além de entender os números, será analisar e fazer sugestões de leis que melhorem o orçamento e a sua aplicação", disse.
A comissão terá prazo inicial de 120 dias para concluir os trabalhos, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. A expectativa é de que o grupo se reúna ao menos duas vezes por semana. Segundo os parlamentares, os primeiros 30 dias serão dedicados ao levantamento de informações e definição do ritmo dos trabalhos, enquanto as etapas seguintes deverão concentrar a análise técnica e a elaboração do relatório final.
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