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Comissão de Transportes da Alerj vai notificar prefeitura do Rio sobre fim do pagamento em dinheiro nos ônibus

Deputado Dionísio Lins anuncia notificação após aumento nas reclamações; comissão destaca impacto social e questões legais da bilhetagem eletrônica

Agência O Globo - 14/05/2026
Comissão de Transportes da Alerj vai notificar prefeitura do Rio sobre fim do pagamento em dinheiro nos ônibus
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de extinguir o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais a partir de 30 de maio gerou efeito imediato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Após o anúncio da medida, a Comissão de Transportes da Casa registrou aumento nas reclamações de passageiros e informou que irá notificar oficialmente o município, cobrando alternativas para quem não utiliza cartões ou aplicativos.

Fim do dinheiro nos ônibus municipais do Rio:

Os ônibus municipais do Rio deixarão de aceitar pagamento em dinheiro diretamente nos veículos.

Segundo o deputado estadual Dionísio Lins (Progressista), presidente da Comissão de Transportes, a prefeitura deverá garantir pontos financeiros para que os usuários possam adquirir passagens com dinheiro, mesmo que o pagamento não seja mais feito dentro dos coletivos. O parlamentar ressalta que a medida pode contrariar o artigo 43 da Lei de Contravenções Penais, que proíbe a recusa de dinheiro como forma de pagamento.

A partir do fim do mês, os passageiros não poderão mais pagar a tarifa de R$ 5 em espécie diretamente nos ônibus. A prefeitura argumenta que a mudança tem como objetivo ampliar o controle e a transparência da arrecadação tarifária, agilizar o embarque, eliminar o direcionamento de dinheiro dos motoristas e aumentar a segurança nos veículos.

O embarque será realizado exclusivamente por meios eletrônicos, como aplicativo, QR Code e cartões do sistema.

A Secretaria Municipal de Transportes esclarece que o dinheiro continuará sendo aceito para recarga de cartões nas máquinas de autoatendimento, em cerca de 2 mil pontos credenciados e nas bilheterias dos terminais do BRT. O município reforça que a medida “não impede o uso de dinheiro”, apenas extingue o pagamento em espécie dentro dos ônibus.

Outro aspecto destacado pela Comissão de Transportes diz respeito ao impacto da digitalização no mercado de trabalho. Segundo informações do Sindicato dos Rodoviários, aproximadamente 12 mil cobradores perderam seus empregos desde a implantação da bilhetagem eletrônica no sistema municipal.

O debate ocorre enquanto a prefeitura acelera a migração definitiva para o sistema Jaé. A partir de 30 de maio, o cartão verde, considerado avulso, permitirá permitir integrações municipais. Com isso, os passageiros que utilizam esse modelo pagarão uma nova tarifa cheia a cada embarque.

Para manter os benefícios do Bilhete Único Carioca (BUC), será necessário utilizar o cartão preto do Jaé ou o aplicativo vinculado ao CPF do usuário.