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Alerj afasta deputado Thiago Rangel após decisão do STF e abre processo no Conselho de Ética
Deputado do Avante está preso desde a semana passada na operação Unha e Carne, da Polícia Federal; Mesa Diretora informou que gabinete será destituído e que Casa cumprirá decisão do Supremo 'na íntegra', convocando suplente
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) afastou o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) do mandato após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manter sua prisão. O parlamentar está detido desde a semana passada, quando foi alvo da operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que apura fraudes em contratos de compra de materiais e serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
Durante reunião do colégio de líderes nesta terça-feira, o presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), comunicou que a Mesa Diretora decidiu destituir os assessores ligados ao gabinete de Thiago Rangel. A Procuradoria da Alerj foi consultada sobre os procedimentos e prazos para convocação do suplente.
Segundo relatos de parlamentares presentes, a decisão não foi contestada pelos líderes partidários.
Processo disciplinar e cumprimento da decisão do STF
Nos bastidores da presidência, a informação é que o gabinete de Thiago Rangel será destituído e que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abrirá um processo disciplinar para apurar o caso.
A Alerj também afirmou que cumprirá integralmente as determinações do STF.
Decisão unânime do Supremo
A decisão ocorre após a Primeira Turma do STF manter por unanimidade a prisão do deputado. Os ministros acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, que determinou a continuidade da medida, independentemente de deliberação da Assembleia Legislativa.
De acordo com Moraes, não se aplica ao caso a imunidade parlamentar prevista na Constituição para deputados estaduais. Normalmente, parlamentares estaduais só podem ser presos em flagrante por crime inafiançável, cabendo à Assembleia decidir, em até 24 horas, sobre a manutenção ou revogação da prisão. Ao afastar essa prerrogativa, o ministro retirou da Alerj o poder de deliberar sobre a soltura de Thiago Rangel.
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