RJ em Foco
Funcionário acusa advogado de homofobia durante confusão com Ed Motta em restaurante do Rio
Cantor presta depoimento na delegacia da Gávea
O barman do restaurante Grado, localizado no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira (3), relatando a confusão envolvendo o cantor Ed Motta e seus amigos durante a madrugada. Na condição de vítima, o funcionário acusou um dos membros da mesa do artista, identificado como advogado, de homofobia. O episódio, motivado por um desentendimento sobre a cobrança da taxa de rolha, está sendo investigado pela 15ª DP (Gávea).
Segundo o depoimento, o cliente teria feito perguntas como quanto tempo o barman trabalha no local e qual seu tempo de futebol. O funcionário respondeu que atua no restaurante há sete anos e que não tem clube de preferência. Em seguida, de acordo com o relato, o advogado teria questionado, em tom irônico: “Você gosta de mulher?” O barman afirmou que ficou constrangido com a situação.
O suspeito também é investigado por lesão corporal, pois teria sido deferido socos e jogado uma garrafa de vidro de 1,5 litro em direção a outro cliente.
Injúria por preconceito
No mesmo depoimento, o funcionário acusou o cantor Ed Motta de xenofobia. Durante a confusão, o artista teria dito: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas.”
Ao sair do local, Ed Motta ainda teria acrescentado: “Cambada de paraíba.” E, direcionando-se novamente ao funcionário, teria proferido: “Vai tomar no c*, sua filha da p*tá paraíba.”
O barman relatou ainda que não foi a primeira vez que sofreu insultos por parte de Ed Motta. Em outras graças, o cantor o teria chamado de “babaca” e “cara de bunda”. O funcionário afirmou que nunca revidou as ofensas e acredita que o artista tem, “nitidamente”, a intenção de habilidades no seu trabalho.
Procurada pelo GLOBO, a defesa de Ed Motta declarou que “em nenhum momento houve agressão por parte dele contra qualquer pessoa no episódio do restaurante no Rio de Janeiro” . O artista observou que “deixou o local indignado em razão do atendimento que recebeu” e que as imagens mostram “de forma inequívoca” que ele “não teve qualquer participação nos eventos em apuração”, uma vez que “já havia saído do estabelecimento” , finaliza a nota.
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