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MPRJ denuncia 11 PMs suspeitos de corrupção em Belford Roxo; cabo é preso
Acusados foram afastados das funções e tiveram porte de arma suspenso
O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça 11 policiais militares por corrupção em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Nesta terça-feira, um mandado de prisão foi cumprido contra o cabo Michel Maia Rodrigues, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar. Por determinação da Auditoria Militar, os acusados foram afastados das atividades e tiveram a porta de arma suspensa.
Esquema de propina no 39º BPM
Segundo o Gaesp, os policiais estruturaram um esquema de corrupção no 39º BPM (Belford Roxo), recebendo propinas semanais para prestar segurança a negociações durante o expediente no batalhão. As investigações apontam que Rodrigues atuava como articulador e intermediário do esquema, mantendo ainda ligação com uma milícia local.
Pagamentos e evidências
De acordo com a denúncia, as propinas eram pagas todas as sextas-feiras a Rodrigues, que repassava os valores ao policial escalado na semana. Mensagens trocadas entre o cabo e um comerciante evidenciam especificamente os pagamentos: garantir um policiamento diferenciado, com agentes à disposição. Em uma das conversas, o comerciante chegou a reclamação da ausência de uma viatura no local: “Você conversa com os teus meninos aí”, cobrou a responsável pelo estabelecimento.
Banco
A partir da quebra de sigilo bancário dos investigados, a Divisão de Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e à Corrupção da CSI elaborou um relatório de análise bancária e fiscal, identificando coleções de transações realizadas por Rodrigues aos demais denunciados, com valores e dados compatíveis com o modus operandi do esquema.
Histórico de investigações
Esta denúncia dá resposta às investigações anteriores, que em agosto de 2025 resultaram na prisão de dez policiais acusados de extorquir comerciantes em Belford Roxo. À época, o Gaesp destacou que o esquema representava uma subversão da lógica da segurança pública, já que os policiais militares, que deveriam proteger a população sem custos, faziam a exigência de pagamentos para prestar o serviço, utilizando viaturas, uniformes e armamentos da corporação.
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