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TRF-2 acompanha investigações sobre desaparecimento de desembargador há mais de três semanas no Rio

Magistrado Alcides Martins Ribeiro Filho foi visto pela última vez em 14 de abril, após sacar R$ 1 mil e seguir de táxi para a Vista Chinesa; Polícia Civil investiga o caso sob sigilo

Agência O Globo - 10/05/2026
TRF-2 acompanha investigações sobre desaparecimento de desembargador há mais de três semanas no Rio
- Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O desaparecimento do desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho, sem notícias há mais de três semanas, mobiliza o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e é acompanhado de perto pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e seguem sob sigilo. Segundo informações da especializada, o desaparecimento foi comunicado oficialmente à polícia apenas em 27 de abril, quase duas semanas após o sumiço do magistrado.

— A investigação está em andamento. Só fomos avisados em 27/04 sobre o desaparecimento. Ao longo da semana, novas diligências serão realizadas — informou a DDPA.

O desembargador foi visto pela última vez em 14 de abril. De acordo com os investigadores, naquele dia ele sacou R$ 1 mil e embarcou em um táxi com destino à Vista Chinesa, tradicional mirante localizado na Floresta da Tijuca, no final da tarde. Desde então, não houve mais informações sobre seu paradeiro.

Nos bastidores do TRF-2, o caso é tratado com grande preocupação. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do tribunal mantém reuniões semanais com os investigadores da Polícia Civil para acompanhar o andamento das apurações.

Em nota oficial, o tribunal informou que segue monitorando o caso e mantém contato permanente com os responsáveis pela investigação.

— O Gabinete de Segurança Institucional do TRF2 tem mantido contato contínuo com a polícia, que apura o caso. Seguimos monitorando, sem novidades até o momento — declarou a Corte.

O TRF-2 também informou que oferece apoio psicológico aos familiares do desembargador.

Até agora, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre as diligências realizadas nem revelou quais linhas de investigação são consideradas prioritárias.