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Argentino é preso em Copacabana por injúria racial contra jovem

Ofensas foram feitas em fila de supermercado na Rua Siqueira Campos

Agência O Globo - 22/04/2026
Argentino é preso em Copacabana por injúria racial contra jovem
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um argentino de 67 anos foi preso em flagrante por injúria racial contra um jovem de 23 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio, na última segunda-feira. O crime ocorreu em um supermercado na Rua Siqueira Campos. Um outro argentino presencia o episódio e acionou uma dupla de guardas municipais, que detiveram o autor das ofensas e o encaminharam à 12ª DP (Copacabana).

De acordo com a vítima, ela estava à frente do suspeito na fila da caixa quando o homem começou a reclamação da demora. Após um desentendimento, o idoso proferiu xingamentos de cunho racista contra um jovem.

Na delegacia, o argentino relatou morar no Brasil há cerca de dois anos. A ocorrência foi registrada e ele foi detido, conforme informado à Guarda Municipal.

Casos recentes de racismo envolvendo argentinos

Em 14 de janeiro deste ano, a advogada argentina Agostina Páez foi flagrada em vídeo imitando gestos de macaco para funcionários de um bar em Ipanema, também na Zona Sul do Rio. Ela ficou cerca de três meses no Brasil sob medidas cautelares, antes de pagar fiança de R$ 97 mil e retornar à Argentina, onde ainda deverá responder judicialmente pelo caso. O episódio repercutiu tanto no Brasil quanto na Argentina.

Poucas horas após o retorno de Agostina ao país natal, seu pai, o empresário Mariano Páez, também foi filmado reproduzindo gestos racistas em um bar de Santiago del Estero, no norte da Argentina. Segundo a imprensa local, o vídeo foi gravado na madrugada de sexta-feira, logo após a chegada da filha.

O jornal La Nación classificou o caso como "um escândalo sem fim", destacando a repetição do gesto que originou o processo contra Agostina. Já o Clarín mencionou a atitude como "provocação de um pai que não aprende", enquanto o Diário Popular ressaltou a continuidade da crise com a divulgação das imagens.