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Novas denúncias: mais duas responsáveis vão à delegacia acusar professor por estupro de vulnerável

Justiça converte prisão de Guilherme Abrantes em preventiva neste domingo; relatos indicam que docente usava "dados" e filmagens com flash para abusar de alunas de 6 e 8 anos

Agência O Globo - 20/04/2026
Novas denúncias: mais duas responsáveis vão à delegacia acusar professor por estupro de vulnerável
Rio de Janeiro - Foto: Reprodução / Agência Brasil

Mais duas famílias compareceram à 39ª DP (Pavuna) para formalizar denúncias contra o professor de robótica do Centro Educacional Oliveira Souza, na Zona Norte do Rio. Com as novas queixas, o número de vítimas foi confirmado sobe para seis, incluindo agora uma menina de apenas 6 anos.

Prisão mantida

Guilherme Abrantes foi submetido a audiência de custódia neste domingo, ocasião em que a defesa pediu o relaxamento da prisão e a concessão de liberdade provisória. No entanto, a Justiça converteu a prisão em preventiva, sem prazo definido para soltura.

Relatos reforçam padrão de abuso

Os novos depoimentos evidenciaram o padrão de comportamento do agressor, que se aproveitava de momentos de atividades físicas para isolar as meninas. No caso da vítima de 8 anos, a mãe relatou que o abuso ocorreu sob o pretexto de "auxílio" em um exercício, quando o professor tocou as partes íntimas da criança por dentro da roupa. Mais uma vez, há relatos de que Guilherme utilizou o celular com o flash conectado, indicando que as ações eram filmadas.

O relato da vítima mais nova, de 6 anos, apresentou novas dinâmicas de abuso. Segundo a denúncia, o professor forneceu um dado durante uma dinâmica de grupo, lançando o objeto propositalmente entre as pernas da menina. Ao simular a recuperação do dado, o homem teria introduzido a mão por dentro da calcinha da criança. O abuso só cessou quando uma menina, em um ato de resistência, deu um beliscão no braço do agressor, segundo relato da mãe.

Depoimento Especial

Nesta semana, a Polícia Civil informou que dará início à etapa de oitiva das crianças, seguindo o protocolo do Depoimento Especial. Diferentemente de um interrogatório comum, o depoimento ocorre em ambiente acolhedor e limitado por psicólogos ou assistentes sociais treinados, com o objetivo de evitar a "revitimização". As falas são gravadas e servem como prova no processo judicial.

Suspensão das aulas

Em publicação no Instagram, o Centro Educacional Oliveira Souza anunciou a suspensão das aulas nesta segunda-feira. No mesmo dia, será realizada uma reunião geral com todos os responsáveis ​​para prestar esclarecimentos e definir as próximas medidas de segurança e apoio psicológico.