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Polícia investiga morte de bebê de 1 ano e meio em UPA na Ilha do Governador

Família questiona atendimento e Fundação Saúde abre sindicância para apurar circunstâncias do óbito

Agência O Globo - 18/04/2026
Polícia investiga morte de bebê de 1 ano e meio em UPA na Ilha do Governador
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil investiga a morte de Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira, de 1 ano e seis meses, ocorrida na noite da última quinta-feira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cocotá, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. A Fundação Saúde, responsável pela gestão das UPAs estaduais, comunicou a abertura de sindicância para apurar o atendimento prestado à criança.

Segundo relatos do pai, Andrey Lahyre, em vídeos gravados após o falecimento, Aylla apresentou infecção urinária, mas não tinha febre ou outros sintomas aparentes. "Minha filha estava brincando aqui no pátio. Infecção urinária mata? A menina estava bem", questionou o pai, visivelmente abalado.

Andrey relatou ainda que levou a filha à UPA devido à dificuldade de alimentação, atribuída ao nascimento dos dentes. Na unidade, Aylla recebeu pulseira verde, porém sem urgência, e aguardou atendimento por cerca de três horas.

O pai destacou que o óbito foi comunicado às 22h e que não teve permissão para ver o corpo da filha: “Levaram minha filha para uma sala, deram uma injeção, aplicaram uma medicação .

Na sexta-feira à tarde, a família teve dificuldades para retirar o corpo. Em frente ao Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML), o pai gravou outro vídeo, afirmando que Aylla deu entrada sem documentação adequada. "Eu não consegui nem pegar o corpo da minha filha. O hospital enviou um monte de documentos de óbito errados para a delegacia, e não consegui resolver nada. Aceitaram o corpo da minha filha aqui (no IML) sem documento. Minha filha não é indigente. Era bem cuidada, bem tratada, era como uma rainha. Eu quero justiça pela minha filha" , disse.

Na noite de sexta, familiares e amigos realizaram um protesto pacífico em frente à UPA, com cartazes exigindo justiça por Aylla.

A Fundação Saúde informou que irá avaliar a causa da morte da criança, que foi atendida, passou por exames laboratoriais e de imagem, e foi medicada conforme o quadro clínico. O órgão ressaltou que apenas uma investigação detalhada esclareceu o ocorrido e lamentou profundamente a morte do paciente.

A 37ª DP (Ilha do Governador) confirmou que foi acionada e que as diligências para apurar os fatos estão em andamento.