RJ em Foco
Quadrilha que aplicava golpe da maquininha em turistas em Ipanema é condenada por contrabando e estelionato tentado
Grupo foi preso em flagrante após tentar cobrar R$ 10 mil de casal italiano por compra de R$ 100
Quatro homens foram condenados por aplicar golpes com maquininhas de cartão contra turistas na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio. O grupo foi preso em flagrante em 1º de dezembro do ano passado, após tentar cobrar R$ 10 mil de um casal italiano por uma compra de R$ 100. A condenação foi obtida pelo Ministério Público Federal (MPF). A Justiça Federal reconheceu que os réus cometeram os crimes de contrabando, pela venda de cigarros eletrônicos, proibidos no Brasil, e estelionato tentado.
Henry Borel:
Estado vai economizar R$ 13 milhões por ano
A quadrilha abordou um casal de turistas italianos na altura do Posto 9 de Ipanema e ofereceu cigarros eletrônicos por R$ 100. No momento do pagamento, porém, um dos integrantes alterou o valor na máquina para R$ 10 mil (cerca de 1,6 mil euros), tentando enganar as vítimas. A transação só não foi concluída porque o banco estrangeiro identificou a fraude e bloqueou a operação.
Policiais civis da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, flagraram a ação. Os agentes já realizavam diligências na região após um golpe semelhante aplicado, cerca de meia hora antes, contra um turista romeno. Na ocasião, ele foi empurrado, teve o telefone roubado e sofreu uma cobrança de R$ 10,3 mil no cartão por um único cigarro. Na delegacia, os suspeitos foram reconhecidos pelas vítimas das duas ocorrências.
Os quatro detidos tinham histórico criminal. Um deles, apontado como responsável por organizar o esquema, acumula 11 anotações policiais por associação criminosa, roubo, furto e estelionato — crimes pelos quais outros dois comparsas também respondem. Os demais têm passagens por associação criminosa, roubo, furto, estelionato, corrupção ativa, receptação e tráfico de drogas.
A investigação aponta que os criminosos escolhiam estrangeiros como alvos e ofereciam itens de baixo valor para, na hora do pagamento, registrar cobranças exorbitantes. De acordo com a sentença, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas, escolhendo estrangeiros como alvos e oferecendo produtos de baixo valor para, em seguida, realizar cobranças exorbitantes.
As penas variam de três anos e seis meses a cinco anos e vinte dias de reclusão, além de multa. Dois deles começarão a cumprir a pena em regime semiaberto. Os outros dois, reincidentes, serão presos em regime fechado. A Justiça manteve a prisão preventiva de todos para garantia da ordem pública, mas ainda cabe recurso da decisão.
Ambulante cobra R$ 10 mil por espetinho em Copacabana
Outro ambulante também foi preso em flagrante, na tarde da última terça-feira, após aplicar um golpe contra uma turista britânica na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a Polícia Civil, o homem identificado como Caio Alencar tentou cobrar R$ 10 mil por um churrasquinho que havia sido anunciado à vítima por R$ 100.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), na altura do posto 5. De acordo com as investigações, o suspeito, identificado como Caio Alencar, faz parte de um esquema estruturado de fraudes contra turistas estrangeiros que atuaria principalmente em Copacabana e Ipanema.
O golpe contou com a participação de um comparsa, responsável por operar a máquina de cartão, diz a Polícia. No momento do pagamento, o equipamento teria sido manipulado para registrar um valor muito superior ao informado à vítima.As investigações apontam que o grupo aborda turistas oferecendo produtos como bebidas, cigarros e alimentos por preços já inflacionados. Na hora de pagar, no entanto, os criminosos realizam cobranças abusivas, sem que as vítimas percebam imediatamente.
A delegada Patricia Alemany, titular da Deat, afirmou que a especializada tem atuado de forma recorrente na prisão de envolvidos nesse tipo de crime, mas ressaltou que a ausência de fiscalização sobre o comércio ambulante nas praias contribui para um cenário de desordem que favorece a ação de golpistas.
— A Deat vem, de modo reiterado, prendendo esses criminosos. No entanto, não há fiscalização de ambulantes na praia, o que cria um ambiente de desordem pública e facilita muito esse tipo de delito — disse ela.
A Polícia Civil afirma que já identificou múltiplos casos semelhantes envolvendo estrangeiros e prejuízos considerados significativos. As apurações continuam para identificar outros integrantes do esquema e rastrear a movimentação financeira das fraudes.
A Deat orienta que turistas e moradores denunciem abordagens suspeitas, como forma de coibir esse tipo de crime, que afeta visitantes e a imagem internacional da cidade.
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