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Polícia desmonta esquema de pirâmide financeira com prejuízo de R$ 7 milhões no Rio

Agentes cumprem mandados de prisão na capital, em Niterói e em São Gonçalo

Agência O Globo - 17/04/2026
Polícia desmonta esquema de pirâmide financeira com prejuízo de R$ 7 milhões no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Delegacia de Defraudações (DDEF) deflagrou, nesta sexta-feira, uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida em golpes financeiros por meio de um esquema de pirâmide. Segundo as investigações, a organização criminosa já sofreu prejuízos estimados em R$ 7 milhões. Ao todo, onze mandados de prisão estão sendo cumpridos na capital fluminense, em Niterói e em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Até o momento, uma pessoa foi presa. A ação conta com o apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Golpes milionários e falsas promessas

De acordo com a polícia, o grupo atua desde 2020 e já sofreu centenas de vítimas com falsas promessas de investimentos de alta rentabilidade. As apurações apontam que os criminosos utilizaram empresas de fachada para captar recursos, simulando operações legítimas no mercado financeiro.

No esquema de pirâmide financeira adotado pela quadrilha, os rendimentos pagos aos primeiros investidores provinham dos valores transportados pelos novos participantes, caracterizando o chamado esquema Ponzi. As investigações indicam que a transferência financeira do grupo pode ser ainda maior do que o valor já apurado. Há pelo menos 165 ações judiciais e registros de ocorrência contra a organização.

Empresas de fachada e promessas de retorno

Segundo a polícia, uma quadrilha criou um conglomerado de 19 empresas de fachada para dar aparência de legalidade ao negócio criminoso. Todas elas estão registradas no mesmo endereço: Rua da Assembleia, no Centro do Rio.

Para prender as vítimas, os suspeitos prometeram retorno de cerca de 3% ao mês. Para gerar confiança, os pagamentos foram realizados nos primeiros meses, incentivando o reinvestimento e a indicação de novos participantes. No entanto, posteriormente, os saques foram bloqueados e os rendimentos só foram pagos com o dinheiro de novos investidores.

Quando uma das empresas passou a ser alvo de reclamações, os suspeitos abriram uma nova pessoa jurídica e migraram os clientes, mantendo o funcionamento do esquema.

Vítimas acumulam preconceitos

Entre as vítimas, uma pessoa investiu cerca de R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos. Outra chegou a ser convencida a contrair um empréstimo para investir no esquema e terminou individualizada.