RJ em Foco
Dez policiais do Bope são denunciados por crimes durante operação no Complexo da Maré
Militares são acusados de invadir residências, descumprir ordens e desobedecer protocolos em ação realizada em 2025
Dez policiais militares foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) na última sexta-feira (10). Os agentes, lotados no Batalhão de Operações Especiais (Bope), são acusados de crimes como invasão de domicílio, descumprimento de missão e desobediência durante uma operação realizada nas comunidades Nova Holanda e Parque União, no Complexo da Maré, em janeiro de 2025. Os casos agora estão sob análise da Auditoria da Justiça Militar.
Acusações e investigação
As investigações começaram após relatos encaminhados ao plantão da ADPF 635, canal do MPRJ para denúncias de violações de direitos em operações policiais. Segundo o Ministério Público, os policiais ingressaram em diversas residências da comunidade sem autorização judicial e fora das hipóteses legais previstas, muitas vezes sem a presença dos moradores.
Entre os denunciados estão Rodrigo da Rocha Pita, Cláudio Santos da Silva, Rodrigo Rosa Araújo Costa, Diogo de Araújo Hernandes, Jorge Guerreiro Silva Nascimento, Douglas Nunes de Jesus, Carlos Alberto Britis Júnior, Bruno Martins Santiago, Felippe Martins e Diego Ferreira Ramos Martins.
De acordo com a denúncia, o cabo Rodrigo da Rocha Pita utilizou uma chave "mixa" para abrir portas e permitir o acesso a imóveis, acompanhado por outros policiais, como o sargento Cláudio Santos da Silva. Em algumas situações, os agentes surpreenderam moradores dentro de suas casas.
Após invadirem os imóveis, policiais teriam utilizado os espaços para fins particulares, como descansar em sofás e camas, usar banheiros e até consumir bebida encontrada em uma das residências. Em certos casos, os militares permaneceram por longos períodos nos locais, mesmo escalados para ações de incursão e estabilização.
Irregularidades no uso de câmeras
Também foram identificadas irregularidades no uso das Câmeras Operacionais Portáteis (COPs). Policiais como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes são acusados de obstruir intencionalmente os equipamentos, resultando em gravações de "tela preta". O cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento teria direcionado a câmera de forma inadequada, prejudicando o registro das ações policiais.
Além disso, sargentos Douglas Nunes de Jesus, Carlos Alberto Britis Júnior, Bruno Martins Santiago, o tenente Felippe Martins e o cabo Diego Ferreira Ramos Martins também foram denunciados por descumprirem missões, deixando de executar as atividades para as quais estavam designados e permanecendo injustificadamente no interior de imóveis invadidos.
Canal de denúncias do MPRJ
O MPRJ mantém um canal específico para receber relatos sobre possíveis violações de direitos fundamentais durante operações policiais. As denúncias podem ser enviadas por e-mail ([email protected]) ou pelo telefone (21 - 2215-7003), também disponível no WhatsApp Business. No site do MPRJ — Página da ADPF 635 — há informações sobre esses canais, que aceitam imagens, áudios, vídeos, geolocalização e documentos relacionados a possíveis ilegalidades.
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