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Advogada argentina acusada de racismo no Rio é denunciada por ex-namorado por suposto roubo de carro

Homem afirma à Justiça argentina que veículo não foi devolvido após o fim do relacionamento; defesa nega irregularidades

Agência O Globo - 16/04/2026
Advogada argentina acusada de racismo no Rio é denunciada por ex-namorado por suposto roubo de carro
Advogada argentina acusada de racismo no Rio é denunciada por ex-namorado por suposto roubo de carro - Foto: Reprodução

Agostina Páez, advogada argentina que ganhou notoriedade após ser presa no Rio de Janeiro por injúria racial, enfrenta agora uma nova acusação em seu país natal. Seu ex-namorado, o dentista Javier Zanoni, de 32 anos, ingressou com uma ação judicial alegando que Agostina não devolveu um carro após o término do relacionamento.

Segundo a denúncia, o veículo — um Citroën Cactus — está registrado em nome de Zanoni e teria sido retido pela ex-companheira. O casal manteve um relacionamento de aproximadamente três anos.

A queixa foi formalizada na cidade de La Banda, província de Santiago del Estero, na Argentina. Conforme informações divulgadas pela imprensa local, Zanoni recorreu à Justiça após tentativas frustradas de resolver a situação de maneira amigável.

A defesa de Agostina Páez nega qualquer irregularidade, afirmando que o carro teria sido um presente da família da advogada. Os advogados de Agostina também sugerem que a ação pode ter motivações pessoais ligadas ao fim do relacionamento.

Injúria racial no Rio

No episódio que levou à prisão de Agostina no Rio de Janeiro, amplamente repercutido no Brasil e na Argentina, a advogada foi flagrada em vídeo imitando gestos de macaco direcionados a funcionários de um bar em Ipanema, Zona Sul carioca, em 14 de janeiro. Ela permaneceu cerca de três meses no Brasil sob medidas cautelares, até pagar fiança de R$ 97 mil e retornar à Argentina, onde ainda responde judicialmente pelo caso.

Poucas horas após o retorno de Agostina ao país, seu pai, o empresário Mariano Páez, também foi filmado reproduzindo gestos racistas semelhantes aos que desencadearam o processo contra a filha. O episódio ocorreu em um bar de Santiago del Estero, no Norte da Argentina.

De acordo com a imprensa argentina, o vídeo foi registrado na madrugada de sexta-feira, logo após a chegada de Agostina ao país. O jornal La Nación classificou o caso como “um escândalo sem fim”, destacando a repetição dos gestos que originaram o processo. Já o Clarín descreveu a atitude como “provocação de um pai que não aprende”, enquanto o Diario Popular ressaltou a continuidade da crise com a divulgação das imagens.