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Vice-presidente do Flamengo assume Secretaria da Casa Civil no governo de Ricardo Couto
Flávio Araújo Willeman, que também é procurador do estado, ocupa cargo de honra no clube, sem remuneração
O governador em exercício, Ricardo Couto, promoveu novas mudanças no alto escalão do governo, conforme edição extra do Diário Oficial publicada na noite de terça-feira. Entre as alterações, destaca-se a nomeação do procurador do estado Flávio de Araújo Willeman para a Secretaria da Casa Civil, um dos cargos mais estratégicos na articulação política do Palácio Guanabara. Atualmente, Willeman também é vice-presidente geral do Flamengo.
Reformulação no núcleo do governo
A troca afeta diretamente o núcleo mais próximo da gestão anterior de Cláudio Castro. O antigo titular da Casa Civil, Marco Antônio Simões, foi transferido para a Chefia de Gabinete do governador. Para viabilizar a mudança, Rodrigo Abel — apontado como um dos principais aliados do ex-governador Cláudio Castro — foi exonerado.
Trajetória jurídica de Willeman
Com 26 anos de atuação na Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ), Willeman construiu uma sólida carreira no direito público. Atualmente, exerce o cargo de subprocurador-geral do estado, função que ocupa desde 2020. Antes, foi procurador-assessor do procurador-geral entre 2015 e 2020, e chefiou a Procuradoria de Serviços Públicos de 2007 a 2014.
No âmbito jurídico-eleitoral, Willeman também atuou como desembargador eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), entre 2014 e 2016.
Ligação com o Flamengo
Paralelamente à carreira jurídica, Willeman mantém uma longa relação com o Flamengo. Foi vice-presidente jurídico do clube entre 2013 e 2019, durante a gestão de Eduardo Bandeira de Mello, período marcado pelo incêndio no Ninho do Urubu. Atualmente, exerce a função de vice-presidente geral, cargo honorífico e não remunerado na estrutura do clube.
Relações familiares e trajetória acadêmica
Willeman é casado com Marianna Montebello, conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Procuradora de carreira, ela ingressou na corte em 2006 e, em 2015, foi nomeada conselheira pelo então governador Luiz Fernando Pezão, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto no tribunal após a redemocratização. Doutora em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-Rio, Marianna também é professora da instituição. Ela é filha de Thiers Montebello, presidente do Tribunal de Contas do Município do Rio (TCM-RJ).
Nova configuração no governo
As mudanças ocorrem em meio a uma série de medidas implementadas por Couto desde que assumiu interinamente o governo, incluindo a determinação de uma mega-auditoria em contratos e estruturas da administração estadual. Nos bastidores, interlocutores apontam que a reestruturação do primeiro escalão visa reduzir a influência de indicações ligadas à gestão anterior, consolidando uma nova base de comando no governo.
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