RJ em Foco
'Ele tinha dito que já estava na estrada, voltando para casa', diz viúva de homem morto na Barra por PM
Agente que confessou ter atirado em Ryan Victor Araújo dos Santos, de 28 anos, se entregou à polícia e teve a prisão decretada na madrugada desta quarta-feira
Morto após ser baleado por um policial militar, num restaurante na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na madrugada da última segunda-feira, chegou à cidade no sábado, após uma viagem internacional a trabalho. Segundo a viúva, Amanda Bogas, ele havia dito que retornaria a Ribeirão Preto (SP), sua cidade natal, no domingo. No entanto, acabou indo para a casa noturna onde aconteceu o crime.
'Cidadãos dos EUA e Israel não são bem-vindos':
Canetas emagrecedoras irregulares:
— Ele veio para o Rio de carro para pegar o voo no dia 31 de março. Me disse que chegou de viagem no sábado e que voltaria para Ribeirão no domingo, só que foi a esse estabelecimento. Tinha dito que já estava na estrada, voltando para casa. Mentiu para mim e aconteceu isso — contorno a viúva.
Ryan, de acordo com Amanda, trabalhava com assessoria financeira e também possuía uma loja de celulares. Os dois eram casados há três anos. O rapaz deixou um filho de 1 ano e 3 meses.
— Ele era apaixonado pelo filho, fazia de tudo por ele. Agora, infelizmente, não vai poder ver o filho dele crescer.
Suspeito preso
A prisão temporária por 30 dias do policial militar Milton Lopes dos Santos, lotado no 31º BPM (Recreio). O agente está preso desde a tarde desta terça-feira, quando foi apresentado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). De acordo com a decisão judicial, Milton confessou ter matado Ryan após uma discussão.
De acordo com o g1, testemunhas disseram que a confusão teria começado após a vítima e uma mulher que os acompanhava tentava acessar um camarote e ser impedida por seguranças, sendo retiradas do local. Do lado de fora, Ryan teria iniciado uma discussão.
Em depoimento, o sargento afirmou que interveio na briga e alegou ter agido em defesa legítima. Segundo ele, a vítima teria em sua direção avançada com uma garrafa de vidro, momento em que efetuou o tiro.
— Havia uma confusão no meio da boate e ele, como policial, tentou apartar essa confusão. A pessoa que estava envolvida foi para cima dele. Tentei, inclusive, jogar uma garrafa nele. Ele tentou se defender, tem um machucado na mão dele. E, instintivamente, atirou—disse o advogado do policial.
No entanto, a viúva afirmou que as imagens das câmeras de segurança do local mostram o marido caído dentro do bar e algumas pessoas retirando o corpo e o colocando na calçada:
— Quando fui prestar depoimento eu perguntei sobre as imagens e disse que a qualidade era ruim, mas que tudo aconteceu lá dentro e que teria sido uma confusão mesmo.
De acordo com o delegado Renato Martins, foi uma “briga de bar” e Ryan foi bastante alterado no momento da confusão.
Amanda chegou ao Rio de Janeiro na noite de segunda-feira, acompanhada da mãe de Ryan, para a liberação do corpo. Na terça-feira, elas seguiram para São Paulo, onde será realizado o velório.
— Quando fui à delegacia, me informaram que já havia um autor. Logo que saí ele se entregou pelo que fiquei sabendo. Desde o início me disseram que era um PM, mas quando se trata de policiais, as pessoas têm medo de falar — ontem.
Emocionada, a viúva desabafou sobre a perda:
— Ele sempre tratou minhas duas filhas de outro relacionamento como se fossem dele. Dava o máximo para cuidar de nós. Tive um casamento muito feliz, um parceiro que vai fazer muita falta. Ele me apoiava em tudo.
O velório será realizado em São Paulo, mas a família optou por não divulgar o local. A cerimônia será restrita a familiares e amigos próximos.
Família negava briga
Antes, a família de Ryan contestou a versão apresentada primeiro pelo advogado do estabelecimento, e agora reiterada pelo suspeito, de que o jovem teria se envolvido em uma confusão dentro da casa noturna com algumas pessoas antes do crime.
"Com relação às declarações atribuídas ao advogado do estabelecimento, esclarecendo que todas as afirmações sobre supostas condutas da vítima, bem como sobre a dinâmica dos fatos, carecem de transmissão oficial e não podem, neste momento, ser tratadas como verdade. É absolutamente inadequada e precipitado considerando à vítima qualquer tipo de envolvimento em 'confusão', sobretudo sem a devida apuração pelas autoridades competentes, o que pode gerar interpretações equivocadas e injustas, além de ferir a memória e a dignidade de Ryan Victor Araújo dos Santos", disse a nota.
O comunicado também reforçou que "não há, até o presente momento, conclusão investigativa que sustente tais discussões, motivo pelo qual repudia qualquer tentativa de antecipação de julgamento ou construção de narrativa que possa distorcer os fatos".
O que diz o restaurante
Também em nota, o advogado Gabriel Habib, que representa o Mia Lounge, afirmou que o restaurante “tem total interesse em colaborar com as investigações para tentar descobrir quem foi o autor dos disparos”:
“O que se sabe até agora, segundas testemunhas, é que o autor dos disparos era uma pessoa que estava na rua no momento da confusão. A vítima já tinha arrumado confusão dentro do restaurante com algumas pessoas.
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