RJ em Foco
Justiça mantém presa irmã suspeita de mandar matar fundador do Grupo Capoeira Brasil
Adriana Souza Possobom, irmã da vítima, permanece presa. Defesa tenta habeas corpus para responder em liberdade.
Adriana Souza Possobom, irmã do capoeirista Paulo Cesar da Silva Souza, o Mestre Sabiá ou Paulinho Sabiá, teve a prisão temporária mantida após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (28), na Central de Custódias de Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela é apontada pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí como suspeita de ser a mandante do assassinato do fundador do Grupo Capoeira Brasil.
Mestre Sabiá foi morto com três tiros em 18 de fevereiro deste ano, no bairro de Icaraí, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Dois dias antes, ele já havia escapado de uma tentativa de homicídio, também em Icaraí, quando um homem se aproximou por trás e tentou atirar, mas a arma falhou.
Defesa recorre
Diante da decisão judicial que manteve a prisão, a defesa de Adriana recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e entrou com pedido de habeas corpus, buscando que ela responda ao processo em liberdade. O pedido ainda está em análise por desembargadores da câmara criminal do TJRJ.
Paulinho Sabiá foi executado a tiros enquanto estava no banco do carona de um carro dirigido por uma testemunha. Câmeras de segurança flagraram a fuga dos suspeitos e auxiliaram na identificação do piloto da motocicleta usada na ação.
Investigação aponta envolvimento de terceiros
Segundo as investigações, Juan Nunes dos Santos pilotava a motocicleta utilizada para dar fuga ao homem que tentou executar Mestre Sabiá no dia 16 de fevereiro. O crime foi no mesmo bairro onde a vítima seria assassinada 48 horas depois. Os disparos que mataram o capoeirista partiram de um revólver calibre 38, o mesmo tipo de arma da tentativa anterior. Juan foi localizado e preso após decisão da 3ª Vara Criminal de Niterói.
De acordo com a polícia, Juan também participou do assassinato de Sabiá, novamente pilotando uma moto, e apontou Adriana como a mandante do crime. Na última quarta-feira, policiais da Delegacia de Homicídios cumpriram mandado de prisão temporária contra Adriana.
Motivação e depoimentos
Na época do assassinato, ao deixar o Instituto Médico-Legal de Niterói, Adriana concedeu entrevista ao jornal O Globo lamentando a morte do irmão: "Meu irmão não tinha inimigos, nada que a gente soubesse. Era incapaz de fazer qualquer mal a alguém. Nos anos 1980, quando a capoeira era algo até um pouco agressivo, ele participou de um movimento para pacificar isso. A gente está muito perdido. Não sabemos quem pode ter feito isso com ele. O crime foi uma brutalidade", declarou.
As investigações apontam que os executores do crime seriam do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, e que uma reunião realizada no local teria contado com a presença de Adriana para acertar o valor do pagamento pelo assassinato. Segundo a Polícia Civil, Adriana teria oferecido R$ 50 mil pelo crime, mas pagou apenas R$ 10 mil como adiantamento.
A motivação do assassinato estaria relacionada a questões financeiras. Uma testemunha relatou que a vítima possuía terrenos em Maricá, além de um carro, motocicletas antigas e aplicações financeiras que somariam cerca de R$ 100 mil.
Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com a defesa de Adriana Possobom.
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