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Prefeitura anuncia ciclovia na rua da Tijuca onde morreram mãe e filho atropelados por ônibus

Bairros da Zona Sul também fazem do plano de expansão da malha cicloviária. Obras começam neste domingo

Agência O Globo - 10/04/2026
Prefeitura anuncia ciclovia na rua da Tijuca onde morreram mãe e filho atropelados por ônibus
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Quase duas semanas após as , na Tijuca, Zona Norte do Rio, quando trafegavam em um autopropelido, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) anunciou a implementação de novas ciclovias na cidade, inclusive na rua que aconteceu o acidente fatal. As obras começam a partir deste domingo com a meta de 50 quilômetros de novas vias na cidade até 2028.

Sinal de alerta:

Local estratégico:

O acidente envolvendo o ciclomotor e um ônibus aconteceu na Rua Conde de Bonfim, na altura da Rua Pinto de Figueiredo. O plano da prefeitura é instalar uma ciclovia ao longo do canteiro central no trecho entre a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai.

O município também promete ampliar a malha cicloviária na Zona Sul. Em Botafogo, a ciclovia será implantada na Rua Muniz Barreto, entre as ruas Pinheiro Machado e São Clemente, posicionada no bordo esquerdo, mantendo o estacionamento ao longo da via. Já no eixo Glória–Cinelândia, está previsto um novo traçado na Rua Augusto Severo, criando uma ligação direta entre os dois bairros. A previsão é que as três obras sejam concluídas em 90 dias.

Viviane Zampieri, membro da Comissao de Segurança no Ciclismo (CSC), conta que ela e os demais participantes da CSC receberam a notícia das novas ciclovias com alegria, mas céticos.

— Nós já recebemos muitas comunicações nesse sentido. A gente está esperando essa ciclovia há 20 anos, assim como o plano de expansão da rede cicloviária. Estamos céticos, recebemos com carinho e ansiosos para que aconteça mas só vamos comemorar quando de fato sair do papel. A ligação Tijuca-Centro é a ligação de rede cicloviária mais pedida pela população e mais antiga que nós temos.

Entenda novas regras:

Segundo a Prefeitura, as obras iniciadas neste domingo fazem parte de um plano mais amplo de mobilidade sustentável que prevê novos trechos e a requalificação da sinalização existente, com eixos estruturantes no Centro, Zona Sul, Tijuca e Zona Norte.

— A implantação desses novos trechos faz parte de um plano consistente de expansão da malha cicloviária. Queremos que o carioca que escolhe a bicicleta tenha segurança tanto nas normas quanto no asfalto — destaca o Eduardo Cavaliere.

Entre as novas implantações previstas estão vias como a Avenida Pedro II (São Cristóvão), Rua Barão da Torre (Ipanema), Avenida Henrique Dodsworth (Copacabana), Rua Sacadura Cabral (Gamboa) e Avenida Dom Hélder Câmara (Del Castilho), entre outras. O investimento total para a expansão da malha cicloviária é de R$ 20 milhões, de acordo com a Prefeitura.

Pergunte ao GLOBO:

Concentração na Zona Sul

A prefeitura afirma que a cidade tem hoje uma malha de 501 quilômetros de vias destinadas a bicicletas e afins. Em Copacabana, são 40 vias com algum tipo de estrutura cicloviária, somando 18,4 quilômetros. As ciclovias se concentram na Avenida Atlântica.

Já na Tijuca, onde ocorreu o acidente que matou Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e seu filho, Francisco Farias Antunes, de 9, a presença é bem menor: são 387 metros de faixa compartilhada com calçada e pouco mais de um quilômetro de ciclofaixa na Rua Uruguai.

Regiões densamente povoadas, como a Zona Norte, e áreas que concentram o maior uso de bicicleta, na Zona Oeste, ainda têm pouca infraestrutura proporcional à demanda.

Na cidade do Rio, dos 501 quilômetros de vias destinada aos ciclistas, dividida em 575 trechos: 233 são faixas compartilhadas com calçadas, 186 com pistas para automóveis, 98 ciclofaixas e 58 ciclovias. Os dados, disponíveis no DataRio e atualizados em 23 de fevereiro, separadas do tráfego.

Ciclomotores fora da ciclovia

Após o decreto e somente em vias com velocidades de até 60km/h, alguns condutores da “motinha elétrica” discordaram da decisão.

— Vai ter mais acidente na pista com esses ciclomotores porque os motoristas não respeitam. A ciclovia é muito mais segura pra gente, o que eles deveriam ter feito é colocar uma regra pra gente que tem os ciclomotores diminuir a velocidade na ciclovia— disse a Stephanie Correia.

A cozinheira que trabalha em um quiosque localizado na orla da Avenida Atlântica, em Copacabana, afirma que não acredita numa real eficácia na.