RJ em Foco
Conceição de Macabu inaugura nova Residência Inclusiva para pessoas com deficiência
Residências Inclusivas promovem autonomia e convivência comunitária; município do Norte Fluminense recebe segunda unidade do modelo
Conceição de Macabu, no Norte Fluminense, avança em sua política de acolhimento humanizado com a inauguração de uma nova unidade de Residência Inclusiva. O espaço oferece moradia para pessoas com deficiência, priorizando a autonomia e a convivência comunitária dos moradores.
Esta é a segunda Residência Inclusiva da cidade e a quarta do estado do Rio de Janeiro. A iniciativa integra o Plano Estadual de Reordenamento de Abrigos e o reordenamento do Serviço de Acolhimento Institucional para pessoas com deficiência, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Governo do RJ.
"A implantação das Residências Inclusivas representa uma mudança de paradigma na política de acolhimento e também a solução de um passivo histórico no Rio de Janeiro. Estamos garantindo que essas pessoas deixem grandes instituições e passem a viver em espaços mais humanizados, com dignidade, autonomia e inserção real na vida em comunidade", afirmou o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Anderson Coelho.
A nova unidade de Conceição de Macabu já abrigou dez moradores, anteriormente residentes do Centro de Atendimento Integrado (CAI) Protógenes Guimarães, alguns institucionalizados há muitos anos. O novo espaço, alinhado às diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), busca oferecer melhores condições de moradia, cuidado, convivência e dignidade.
Como funciona o modelo de Hospedagem das Residências Inclusivas
Diferentes dos abrigos tradicionais, as Residências Inclusivas são casas adaptadas, pensadas para promover autonomia, protagonismo e integração dos moradores nas atividades diárias e comunitárias. Cada abrigo, no máximo, dez pessoas e conta com equipes multidisciplinares compostas por assistentes sociais, psicólogos, cuidadores, técnicos de enfermagem, cozinheiros, auxiliares de cozinha e profissionais de lavanderia.
O serviço é destinado a jovens e adultos com deficiência em situação de vulnerabilidade social, com vínculos familiares rompidos ou fragilizados e que relevância de apoio contínuo.
“Muitos usuários permaneceram por longos períodos em unidades com características mais coletivas e rotinas já consolidadas. A mudança para uma Residência Inclusiva representa uma transição para um modelo mais individualizado e voltado à autonomia, o que exige uma preparação cuidadosa. Essa mudança representa não apenas uma nova moradia, mas uma verdadeira inclusão, que promove dignidade, visibilidade e pertencimento”, celebrou a superintendente de Proteção Social Especial do SUAS, Joyce Marangá.
Outras quatro casas estão em fase de obras e adaptação para se tornarem Residências Inclusivas e atenderem ao Plano de Reordenamento dos abrigos do estado.
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