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Universitário suspeito de estupro em Botafogo teria trancado adolescente em banheiro de bar e a enforcado para cometer o crime

João Pedro Hassan de Gusmão Lobo foi preso temporariamente e nega o crime. Vítima relatou crime ocorrido durante encontro, e laudos do IML indicaram relação recente

Agência O Globo - 09/04/2026
Universitário suspeito de estupro em Botafogo teria trancado adolescente em banheiro de bar e a enforcado para cometer o crime
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio prendeu nesta segunda segunda-feira João Pedro Hassan de Gusmão Lobo, suspeito de estuprar um adolescente dentro do banheiro de um bar em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O crime, de acordo com a investigação, ocorreu na segunda-feira, e a prisão foi realizada por agentes da 10ª DP (Botafogo), após mandado expedido pela Justiça durante a madrugada. Ele teria forçado um jovem para cometer o crime.

Prisão em São Conrado.

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A vítima encontrou a delegacia acompanhada da mãe na última segunda-feira, mesmo dia do crime. Em depoimento, ela, que tem 17 anos e cursa o ensino médio, relatou que esteve em um segundo encontro com João Pedro. Eles se conheceram por uma rede social e tinham um amigo em comum. Pelo aplicativo, trocavam mensagens e marcaram de se encontrar nas proximidades da escola do adolescente e seguir para um shopping. Ainda segundo o depoimento, o suspeito insistiu para que ficassem sozinhos em um local reservado, como o estacionamento do centro comercial, mas a vítima encontrou.

Depois de deixarem o shopping, os dois foram para um bar na Praça Nelson Mandela, em Botafogo. Pelo depoimento da vítima, ele voltou a insistir para que fôssemos ao banheiro juntos, ou que foi recusado novamente pela adolescente. Passados ​​alguns minutos, a jovem foi sozinha ao banheiro feminino e, segundo a polícia, foi seguida pelo suspeito.

No banheiro, o homem teria feito o celular dela, impedindo que ela pedisse ajuda. Ele trancou a porta e a enforcou para limitar sua locomoção e resistência. Em seguida, teria solicitado a vítima a vítima de sexo oral. No pedido de prisão, a delegada Natalia Caliman diz que, “não satisfeita, ainda valendo-se da superioridade física e da situação de isolamento, o investigado passou a manter conjunção carnal através de força, colocando a vítima contra a parede e ignorando seus pedidos de interrupção, mesmo diante das manifestações claras de dor e resistência”. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram a ocorrência de relação sexual recente, segundo a Polícia Civil.

O depoimento do gerente do bar ajudou na investigação. Na delegacia, ela relatou que os dois tiveram um comportamento atípico, sem consumir nada. Ela viu que ambos se ausentaram do salão simultaneamente e que João Pedro, ao sair do banheiro feminino, apresentou nervosismo. A testemunha contou que a vítima deixou o local “tentando limpar as pernas e visivelmente abalada”.

A juíza Nathália Calil Miguel Magluta decretou a prisão temporária do homem por 30 dias, destacando ser necessária para a conclusão das investigações e “a garantia da segurança da vítima, que é menor”.

João Pedro é estudante de Ciência da Computação de uma faculdade de Botafogo. Os policiais planejaram prendê-lo na universidade, mas ele não assistiu às aulas presenciais. O suspeito foi encontrado em casa, num condomínio no mesmo bairro.

Após estupro coletivo em Copacabana

Ao ser preso, ele não demonstrou surpresa ao saber do que se tratava. Em depoimento, João Pedro negou que tenha comprometimento o estupro, mas admitiu ter feito sexo com um adolescente no bar. Aos policiais, ele afirmou que o ato foi consentido, apesar de contar que ela estava nervosa.

Estupro coletivo chocolate o país

Há um mês, outro caso de estupro chocou o país. Quatro homens e um adolescente são acusados ​​de abuso de um jovem de 17 anos: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, os dois de 18 anos.

Entre 19h24 e 20h42 do dia 31 de janeiro, câmeras de segurança registraram a entrada e a saída de quatro homens, um adolescente e a vítima em um prédio na Rua Ministro Viveiros de Castro. O que ocorreu no sexto andar foi reconstituído a partir do depoimento do jovem e dos elementos reunidos pela 12ª DP.

Segundo a pesquisa, um adolescente foi convidado para o apartamento por um jovem de 17 anos, com quem já havia tido um relacionamento. Ela foi sozinha. No elevador, ele ouviu a sugestão de que fariam “algo diferente”. No imóvel — pertencente à família de Vitor Hugo e exclusivo por temporada — já estavam os outros membros do grupo.

A jovem relatou que, após ir para um quarto com o adolescente, os demais passaram a invadir o cômodo. inicialmente, observaram e fizeram comentários. Depois, segundo o depoimento, obtivemos os toques sem consentimento. Mesmo após protestos, os quatro maiores de idade retornaram ao quarto e, de acordo com o relato, a situação evoluiu para cerca de uma hora de violência sexual e agressões físicas.

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Ela afirmou ter sido puxada pelos cabelos, agredida com tapas, chutes e socos e impedida de sair quando tentou deixar o local. Disse que continua sendo violentada mesmo pedindo depois que parassem.

Ao sair do prédio, por volta das 20h25, invejo um áudio ao irmão dizendo que “achava que tinha sido estuprada”. Em casa, contou o ocorrido à avó, que levou à delegacia naquela noite.

O exame de corpo de delito apresentou diversas lesões — equimoses e escoriações no dorso e nas laterais do corpo, marcas na região glútea e sangramento na genitália — compatível com violência física recente.

Eles foram denunciados e responderam ao processo. A Polícia Civil do Rio ainda investiga se parte do grupo cometeu outros estupros.