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Estudante universitário é preso suspeito de estuprar adolescente em bar de Botafogo

Prisão foi feita em Botafogo após mandado expedido pela Justiça; vítima relatou crime ocorrido durante encontro, e laudos do IML indicaram relação recente

Agência O Globo - 08/04/2026
Estudante universitário é preso suspeito de estuprar adolescente em bar de Botafogo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio prendeu, nesta quarta-feira, um estudante universitário suspeito de estuprar uma adolescente dentro do banheiro de um bar em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O crime, segundo a investigação, ocorreu na segunda-feira, e a prisão foi realizada por agentes da 10ª DP (Catete), após mandado expedido pela Justiça durante a madrugada.

De acordo com a polícia, a vítima procurou a delegacia acompanhada da mãe e relatou que estava em um segundo encontro com o investigado, João Pedro Hassan de Gusmão Lobo. Eles teriam se encontrado nas proximidades da escola da adolescente e seguido para um shopping. Ainda segundo o depoimento, o suspeito passou a insistir para que ficassem sozinhos em um local reservado, como o estacionamento do local, e a vítima recusou.

Após deixarem o shopping, os dois foram para um bar no bairro. No local, conforme a investigação, o homem voltou a insistir para que fossem ao banheiro juntos, sendo novamente rejeitado pela adolescente. Passado alguns minutos, a jovem foi sozinha ao banheiro feminino e, segundo a polícia, foi seguida pelo suspeito.

Ainda de acordo com os investigadores, no banheiro, o homem teria tomado o celular da vítima, impedindo que ela pedisse ajuda, trancado a porta e usado de força física. A polícia afirma que, mesmo diante da resistência e dos pedidos para que parasse, até pro estar com dor, o estudante teria forçado a prática de atos sexuais e, em seguida, mantido relação sem consentimento.

Laudos do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram a ocorrência de conjunção carnal recente, segundo a Polícia Civil.

João Pedro Hassan de Gusmão é estudante de Ciência da Computação de uma faculdade de Botafogo. Os policiais tentaram prender ele na universidade, mas o homem não estava assistindo as aulas presencialmente. Os agentes o encontraram em casa, num condomínio da rua Coronel Afonso Romano.

Estupro coletivo chocou o país

Há um mês, outro caso de estupro chocou o país. Quatro homens e um adolescente são acusados de abusarem de uma jovem de 17 anos: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, os dois de 18 anos.

Entre 19h24 e 20h42 do dia 31 de janeiro, câmeras de segurança registraram a entrada e a saída de quatro homens, um adolescente e a vítima em um prédio na Rua Ministro Viveiros de Castro. O que ocorreu no sexto andar foi reconstituído a partir do depoimento da jovem e dos elementos reunidos pela 12ª DP.

Segundo o inquérito, a adolescente foi convidada para o apartamento por um jovem de 17 anos, com quem já havia tido um relacionamento. Ela foi sozinha. No elevador, ouviu dele a sugestão de que fariam “algo diferente”. No imóvel — pertencente à família de Vitor Hugo e alugado por temporada — já estavam os outros integrantes do grupo.

A jovem relatou que, após ir para um quarto com o adolescente, os demais passaram a invadir o cômodo. Inicialmente, observaram e fizeram comentários. Depois, segundo o depoimento, começaram os toques sem consentimento. Mesmo após protestos, os quatro maiores de idade retornaram ao quarto e, de acordo com o relato, a situação evoluiu para cerca de uma hora de violência sexual e agressões físicas.

Ela afirmou ter sido puxada pelos cabelos, agredida com tapas, chutes e socos e impedida de sair quando tentou deixar o local. Disse que continuou sendo violentada mesmo após pedir que parassem.

Ao sair do prédio, por volta das 20h25, enviou um áudio ao irmão dizendo que “achava que tinha sido estuprada”. Em casa, contou o ocorrido à avó, que a levou à delegacia naquela noite.

O exame de corpo de delito apontou múltiplas lesões — equimoses e escoriações no dorso e nas laterais do corpo, marcas na região glútea e sangramento na genitália — compatíveis com violência física recente.

Eles foram denunciados e respondem presos ao processo. A Polícia Civil do Rio ainda investiga se parte do grupo cometeu outros estupros.