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Servidores do Detran entram em greve no Rio e afetam serviços como CNH

Departamento opera com apenas 30% do efetivo, segundo sindicato da categoria

Agência O Globo - 07/04/2026
Servidores do Detran entram em greve no Rio e afetam serviços como CNH
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Os servidores do Detran.RJ estão em greve desde o dia 2 de abril e realizaram uma manifestação na tarde desta terça-feira, em frente à unidade do departamento na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. A paralisação, somada a uma falha técnica, provocou o cancelamento de provas práticas de direção e de atendimentos como renovação de habilitação e transferência de veículos. O movimento grevista é por tempo indeterminado, conforme informou o Sindicato dos Funcionários do Detran.

De acordo com relatos coletados pelo g1, a falta de examinadores em locais de prova impediu a realização dos testes práticos. Uma instrutora de direção de Sepetiba, na Zona Oeste, relatou ter encontrado diversos carros de autoescolas parados, com portas abertas, sem a realização de exames. No posto do Aerotown, na Barra da Tijuca, cerca de 200 pessoas ficaram sem fazer a prova devido à ausência de profissionais.

Em comunicado online, o Sindetran informou que a decisão pela greve foi tomada em assembleia no dia 30 de março, após o descumprimento de acordos judiciais e várias tentativas frustradas de negociação com o Governo do Estado. Segundo o sindicato, "a categoria buscou todas as vias de diálogo antes de interromper as atividades, mas a atual postura da gestão não deixou alternativa para a garantia dos direitos dos servidores".

A paralisação começou em ponto facultativo, no dia 2 de abril, "a fim de assegurar a devida informação à sociedade e às autoridades pertinentes", e seus efeitos práticos tiveram início nesta segunda-feira. O objetivo principal do movimento é assegurar condições adequadas de trabalho e garantir direitos dos servidores que impactam diretamente na qualidade dos serviços prestados. Entre as principais queixas estão a falta de estrutura nos postos, mobiliário quebrado, ausência de manutenção, falta de ar-condicionado e ventilação adequada, além da inexistência de banheiros e bebedouros em áreas de exame.