RJ em Foco
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, é demitida do cargo de professora do município do Rio
Decisão do prefeito Eduardo Cavaliere foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira
Mãe do menino Henry Borel e ré pelo assassinato dele, aos 4 anos, Monique Medeiros foi demitida do cargo de professora da Secretaria Municipal de Educação do Rio. A medida, assassinada pelo prefeito Eduardo Cavaliere, foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira. De acordo com o texto, a decisão entra em vigor nos dados de sua publicação.
Julgamento adiado:
Pai de Henry chora enquanto réus comemoram decisão:
Monique estava presa até a última segunda-feira. Ela deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, na última segunda-feira. A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Louro, do II Tribunal do Júri, após o julgamento da professora e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr.
Nesta terça-feira, o Ministério Público entrou com um recurso contra a soltura de Monique. O promotor Fábio Vieira disse que, quando ocorrer a nova audiência, marcada para 25 de maio, vai pedir as reportagens de Monique e de Jairinho, que estão presas e também respondem pela morte do menino de 4 anos.
— Entendendo que a defesa de Monique poderia ter feito o júri nesta segunda-feira, separado de Jairinho, já que a defesa dele abandonou o plenário. Eventuais provas que aparecem só agregarão mais — disse o promotor.
Um dos responsáveis pela defesa de Monique, o advogado Hugo Novais, disse que a estratégia que adotará é a de falar apenas a verdade.
— A estratégia é dizer como as coisas aconteceram — afirmou.
Nova data do julgamento da morte de Henry Borel será em maio:
Permissão para levar gato
Monique deixou a cadeia com um gato adotado durante o tempo encarcerado. O animal, que tem mais de 3 anos, segundo ela, ficou na cela e costumava dormir na mesma cama que ela. Ele vivia em um pavilhão do Complexo de Gericinó e era cuidado por um policial penal. Mas, há dois anos e sete meses, quando Monique chegou a Talavera Bruce, ele teria se aproximado da detenção.
— Ele foi meu companheiro de cárcere. Não ficou com mais ninguém, e foi ele quem me escolheu. Ele que me propôs, que me ofereceu apoio emocional em todos os meus momentos mais difíceis. Hoje ele tem um lar — disse Monique.
Aré saiu da Talavera Bruce às 18h16. Além de uma equipe de seis advogados, os pais a aguardavam. O irmão de Monique vestia uma camisa com os dizeres “sou testemunha” e uma foto de Henry com a mãe. Na porta do presídio, os advogados perguntaram à diretora da unidade se a acusada poderia levar um gato que formulasse no presídio, conforme pedido de Monique, ou que foi autorizado.
Entenda o caso:
No primeiro dia fora da prisão, Monique evitou sair de casa e ficou na companhia de parentes. Segundo sua defesa, ela passou a maior parte do tempo lendo. De acordo com nota publicada no blog do colunista Ancelmo Gois, no GLOBO, continua a receber atualização como servidora pública municipal. Nos últimos meses, o salário líquido da professora foi de quase R$ 3 mil, já que uma parte específica do seu vencimento era descontada pelo fato de estar preso. A prefeitura informou que, por lei, é necessário aguardar a decisão da Justiça para concluir o processo administrativo contra ela.
Mais provas
Os dois réus e seus advogados comemoraram o adiamento do julgamento na segunda-feira. A decisão foi tomada pela justiça após a defesa do Dr. Jairinho, que é ex-vereador, anunciar que deixaria o plenário. Nos dias anteriores, os advogados já vinham apresentando recursos para transferir os dados do júri. Em nota, Rodrigo Faucz, um dos responsáveis pela defesa do padrasto de Henry, disse que, até o novo julgamento, espera ter acesso a todos os documentos e provas do processo. “O julgamento terá tempo suficiente para disponibilizar, principalmente, o conteúdo do caderno de Leniel Borel (pai de Henry)”, diz a nota de Faucz. Segundo o texto, “o acesso ao conteúdo do celular de Leniel revelou uma verdadeira conclusão entre a assistência (de acusação) e peritos do IML do Rio, que confeccionaram os laudos complementares de necropsia do caso”.
Já o advogado Cristiano Medina da Rocha, que defende os interesses de Leniel Borel, disse que a questão alegada pela defesa de Jairinho foi comprovada pelo Judiciário anteriormente. Acrescentou que também ingressou com um pedido, em segunda instância do TJRJ e no Supremo Tribunal Federal, pelo restabelecimento da prisão de Monique.
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