RJ em Foco
Aplausos, risos, choro: as reações da plateia durante julgamento de réus pela morte de Henry Borel
Próxima sessão foi remarcada para 25 de maio; mãe e padrasto do menino podem ser condenados a mais de 50 anos de prisão
Com entrada restrita (era preciso ter um cartão de cadastro em mãos até para ir ao banheiro) e exigência do uso de celulares, o II Tribunal do Júri — no prédito do Tribunal de Justiça do Rio, no Centro da capital fluminense — abriu as portas para parentes dos réus (Dr. Jairinho e Monique Medeiros) e da assistência de acusação (Leniel Borel), assim como curiosos e apoiadores. Separadas do plenário, que ficam no andar debaixo, por vidros, essas pessoas reagiram a tudo o que aconteceu nas cerca de três horas da sessão que julgaria o homicídio do menino Henry Borel. Por conta do abandono da defesa de Jairinho, o julgamento acabou adiado para 25 de maio.
Vídeo:
Mãe e ré no caso,
A primeira ocorrência da plateia a chamar a atenção foi justamente quando os advogados de Jairinho anunciaram que deixariam o plenário. Os presentes vieram a cochichar e houve até um coro de “Ahhh”, quando notou-se um burburinho.
Em seguida, o advogado Cristiano Medina, da assistência de acusação, reiterou que pediria para a Defensoria Pública assume a defesa do réu em caso de nova desistência, o que fez a plateia aplaudir. Essa ocorrência foi repreendida pelo juiz, que aderiu à sugestão do advogado: na próxima sessão de julgamento, a magistrada determinou que a Defensoria assuma o caso se a defesa do ex-vereador se ausentar do plenário.
Caso Henry Borel:
Durante a leitura da juíza, novas respostas. Uma delas — um coro de "Ih" — ocorreu quando Elizabeth Louro mencionou que a estratégia pelo abandono do julgamento foi uma ação "premeditada". Também foi ouvido na plateia o choro dos parentes de Monique, que usavam camisas com mensagens de que a professora é inocente, quando a juíza decidiu pelo afrouxamento da prisão da ré.
Risadas com celular tocando
Elizabeth Louro iniciou a sessão pedindo objetividade aos advogados. Durante as falas das defesas, a magistrada não hesitou em interromper para entender exatamente o que se tratava como afirmações. Em seguida, ainda ditava para que funcionárias do Tribunal de Justiça redigissem um resumo dos pedidos — com direito a indicação onde entrariam vírgulas e travessões — e suas decisões.
Foi num desses momentos, com a palavra ao microfone, que arrancou gargalhadas da plateia: seu celular estava tocando.
— Ai, gente. Desculpe. Um inferno esse negócio de fraude — disse ela, que tentou entregar o telefone para outra pessoa, sem o problema ser resolvido. — Tira o som! Me dá aqui. Coisa antipática, agora vai ficar dez vezes ligando essa droga.
Caso Henry Borel:
Dentro do plenário: choro, abraços e sinal da cruz
Já no plenário, o Dr. Jairinho e os seus advogados organizados sentados durante a leitura da decisão da juíza, que determinaram que a defesa arcasse com os custódias para que o julgamento ocorresse nesta segunda. Os assistentes de acusação e os advogados de Monique — que se mantiveram sentados, de cabelos soltos —, por outro lado, assistiram à leitura de pé.
Monique — que usava uma camisa com a frase "Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho", estampada por foto de Henry — só se afirmou quando soube que seria solta, para comemorar. Nesse momento, ela chorou, abraçou advogados, fez o sinal da cruz e clamou as mãos para o céu. Ainda invejo corações para a placa.
Jairinho também abraçou advogados. Os dois foram acompanhados de perto por uma fila de cinco policiais militares.
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