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Novo prefeito do Rio, Cavaliere promete administração com 'sabor de continuidade'; 13 secretários sairão para disputar as eleições
'Tudo segue normalmente a partir de amanhã. Não é um novo governo', enfatizou o político
A notícia, publicada ontem em edição extra do Diário Oficial, se materializou no mesmo dia em cerimônia no Palácio da Cidade, sede da prefeitura do Rio: o vice Eduardo Cavaliere (PSD) assumiu o comando do município após a renúncia de (PSD), que vai se candidatar ao governo do Rio nas próximas eleições. No discurso, o novo prefeito afirmou que sua gestão será de continuidade, sem rupturas ou mudanças no desenho político atual. Nos bastidores, é consenso que ele só tentará imprimir sua marca a partir de 2027.
Para disputar governo:
Segurança Pública:
Após uma hora de fala, Cavaliere pediu aos secretários que se levantassem. Disse que eles são “herdeiros” e que o dia amanheceria hoje com “sabor de continuidade”. Pessoas próximas aos dois contam que Paes deve se tornar conselheiro do novo prefeito. Até o fim do mês, 13 secretários deverão pedir o boné, já que também precisam se desincompatibilizar para disputar as eleições. A orientação dada a esse grupo por Cavaliere é para que indiquem seus imediatos, ou subsecretários, para ocuparem seus lugares.
— Tudo segue normalmente a partir de amanhã. Não é um novo governo. É o mesmo governo que continua com os compromissos reforçados em 2024 e dando continuidade às políticas de sucesso com quatro gestões do prefeito Eduardo Paes — afirmou Cavaliere após a solenidade.
A poucos dias da probabilidade escolha indireta para o mandato-tampão de governador e a seis meses das eleições, o grupo político de Paes estuda a possibilidade de trocar dois comandos de secretaria. A ideia é acolher partidos que também estão sendo disputados pelo rival PL. O deputado Chico Machado (Solidariedade) foi à cerimônia de transmissão de carga. Como revelou o colunista do GLOBO Bernardo Mello Franco, ele é um dos cotados por Paes para disputar o mandato-tampão em abril.
Uma mudança recente na área estratégica foi dada na Secretaria de Transportes: Jorge Arraes, nomeado no lugar de Maína Celidonio, é um nome de confiança: já passou por dez cargas nos governos de Paes e é considerado o quadro certo para tratar de questões sensíveis, como as novas licitações de ônibus.
Esse, inclusive, foi um dos temas enfocados por Cavaliere nos últimos meses. Não por acaso, sua primeira agenda pública como prefeito, hoje, vai ser o lançamento do estudo da reorganização dos transportes públicos na Zona Oeste, região por onde surgiram as novas licitações de linhas de ônibus da cidade.
Aliados lembram que outros projetos considerados importantes para Paes tiveram direta de Cavaliere — ele herdou um papel ativo, algo incomum para vícios, em iniciativas como a participação da criação da Força Municipal de Segurança.
A abertura de passagem da carga foi aberta com os convidados convidados-se de biscoitos Globo e água de coco. Os primeiros a usar os microfones, em um ato ecumênico, foram o arcebispo Dom Orani Tempesta, o rabino Nilton Bonder, o bispo evangélico Abner Ferreira, da Assembleia de Deus em Madureira, e o babalorixá Márcio de Jagun. Em seguida, Paes fez um discurso com duas indicações bíblicas, misturando orgulho de suas entregas, afagos a aliados da Região Metropolitana e ataques ao governo estadual, sem citar nomes.
— Não se pode mais permitir a infiltração do crime na política e a politização das forças policiais, problemas centrais e condicionantes da grave crise que enfrentamos — disse.
Ato falho
Num ato falho, e com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Cláudio de Mello Tavares, na plateia, Paes disse que começaria a campanha para governador, o que ainda não é permitido pela lei eleitoral.
Terminado seu discurso, o sambista Dudu Nobre soltou a voz. O artista, que já participou de uma campanha publicitária do governo Cláudio Castro (PL) em 2024, arrancou de “Moleque atrevido”, trocando no último verso o famoso “respeite quem pode chegar onde a gente chegou” por “respeite Eduardo Paes, nosso governador”. Em seguida, o ex-prefeito brincou com o improviso.
— O presidente do Tribunal Regional Eleitoral viu que eu não vi, e que não tenho nenhuma responsabilidade. O crime (eleitoral) foi do Dudu Nobre, não do Dudu Paes.
O ritmo de festa no Palácio da Cidade incluiu apresentação de integrantes de velhas guardas de várias agremiações, pavilhão da Portela e um grande boneco de Eduardo Paes no estilo daqueles que desfilam pelas ruas de Olinda, em Pernambuco.
Também já no clima, Cavaliere, em seu discurso, disse que iria acatar a sugestão do antecessor e subir para 15 o número de escolas nos desfiles do Grupo Especial, convidando União da Ilha, Estácio e Império Serrano para a elite do carnaval. Fora do microfone, informou que ainda conversaria com a Liesa e ressaltou que a mudança acarretaria aumento da subvenção e dependeria da quantidade de barracões para as escolas.
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