RJ em Foco
Juíza autoriza acesso ao conteúdo de notebook de Leniel Borel a quatro dias do júri
Audiência reúne defesa, acusação e jurados para detalhar funcionamento do julgamento marcado para segunda-feira
O julgamento do Caso Henry Borel está agendado para começar às 9h da próxima segunda-feira, quase cinco anos após o crime que chocou o país. Na tarde desta quinta-feira, uma audiência reuniu advogados de defesa e acusação, além dos jurados, para esclarecer os procedimentos do júri. O encontro, segundo apuração do GLOBO, foi marcado por tensão, especialmente durante a discussão sobre o acesso ao conteúdo do notebook de Leniel Borel, pai da vítima, que foi apreendido durante a investigação.
Inicialmente, a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo júri, havia negado o acesso ao material, mas voltou atrás e autorizou a expedição de um ofício para que as partes interessadas possam consultá-lo.
Defesa e acusação terão acesso ao notebook
Tanto a defesa quanto a acusação poderão acessar o conteúdo extraído do notebook, trabalho realizado por equipes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil. Conforme a decisão, "as partes poderão livremente exibir o conteúdo do equipamento de que se trata e, caso absolutamente impossível a extração dos dados, a ser informado pelo ICCE, o julgamento terá seu curso regular".
O pedido de acesso foi feito pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, acusado de matar o enteado Henry Borel, e reforçado por James Walker, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ. Durante a audiência, Walker chegou a solicitar o adiamento do júri por pelo menos 30 dias para análise do material, mas o pedido foi negado pela juíza. Ficou acordado que eventuais nulidades serão avaliadas no início da sessão, na segunda-feira.
Outras decisões para o júri
- Cada acusado poderá contar com até cinco advogados presentes no plenário;
- Testemunhas estão proibidas de emitir opiniões em redes públicas ou conceder entrevistas até o fim do julgamento;
- Testemunhas que optarem por permanecer em plenário terão seus celulares recolhidos e ficarão incomunicáveis, assim como os jurados;
- Os depoimentos das testemunhas não serão transmitidos pelo YouTube, para garantir a incomunicabilidade;
- O tempo de debates será de três horas para a acusação e três horas para as defesas compartilharem;
- A babá Thayná Oliveira Ferreira, investigada por falso testemunho, deverá ser intimada para depor, mas não será obrigada a comparecer, pois figura em processo conexo.
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