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Quem era Jiló: traficante morto em ação da PM acumulava 135 passagens criminais

Claudio Augusto dos Santos morreu em confronto durante operação policial contra crimes de roubo de veículos e tráfico de drogas

Agência O Globo - 18/03/2026
Quem era Jiló: traficante morto em ação da PM acumulava 135 passagens criminais
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Claudio Augusto dos Santos , conhecido como Jiló e apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, foi morto nesta quarta-feira durante uma operação policial que envolveu as comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos, na região central do Rio de Janeiro. Após a ação, os criminosos incendiaram um ônibus, sequestraram outros coletivos e concederam os veículos como bloqueios nas vias.

Na operação da Polícia Militar, que tinha como objetivo combater crimes relacionados a roubos de veículos e tráfico de drogas, seis homens morreram em confronto, entre eles Jiló. O histórico criminoso do tráfico revela uma trajetória marcada por mais de três décadas de envolvimento com o crime no Rio.

Segundo levantamento do sistema da Secretaria de Segurança, Jiló acumulou 135 anotações criminais, incluindo registros de tráfico de drogas, associação criminosa e crimes violentos desde o início dos anos 1990.

Os crimes mais graves atribuídos a Jiló envolvem homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Contra ele, havia dez mandatos de prisão em aberto.

Jiló também foi apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016. Na ocasião, Bardella e um primo, cada um em uma moto, entrou por engano no Morro dos Prazeres. Bardella foi morta no local e teve o corpo colocado na mala de um carro, onde o primo foi obrigado a entrar. O veículo circulou por cerca de duas horas pela comunidade até que o tráfico liberou o sobrevivente.

De acordo com a polícia, Jiló havia saído da prisão 30 dias antes do crime contra Bardella. Ele havia sido preso em 1990 e recebeu progressão de pena.