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Prefeitura remove mural em homenagem a filho de traficante na Lapa; fluxo turístico segue normal na Escadaria Selarón

Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha, homenageado no mural, era ligado ao Comando Vermelho e filho de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, um dos líderes da facção.

Agência O Globo - 18/03/2026
Prefeitura remove mural em homenagem a filho de traficante na Lapa; fluxo turístico segue normal na Escadaria Selarón
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, equipes da Comlurb, com apoio de agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop), atuaram na esquina das ruas Joaquim Silva e Teotônio Regadas para apagar o mural que homenageava Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha . Morto em 2019, Pablo foi apontado como responsável pelo controle do tráfico de drogas em uma das áreas turísticas mais movimentadas da Lapa. Ele era filho de Wilton Carlos Rabello Quintanilha , conhecido como Abelha, um dos chefes do Comando Vermelho.

Por volta das 9h30, a pintura já havia sido completamente removida e a parede exibia um tom cinza. Mais cedo, o prefeito Eduardo Paes publicou em uma rede social sobre a retirada da homenagem: “Aqui no Rio não vai ter homenagem a bandido traficante!”, escreveu.

O mural foi localizado em frente à Escadaria Selarón , um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. Nesta manhã, o movimento de turistas nacionais e estrangeiros segue normalmente no local. Parte do comércio permaneceu fechada devido ao horário, e as bancas de camelos praticamente sumiram da região.

Apesar de ser um dos destinos mais procurados por turistas e famoso pela vida noturna, a Lapa enfrenta a influência do tráfico de drogas. Criminosos transformaram casamentos históricos em pontos de venda de entorpecentes e cobram taxas de feirantes e ambulantes que trabalham nos arredores da Escadaria Selarón, um dos cartões-postais mais fotografados da cidade.

A comercialização indiscriminada de drogas, especialmente o crack, atrai uma grande quantidade de dependentes químicos, que circulam e dormem sob marquesas e nos Arcos da Lapa. Na terça-feira, uma operação policial prendeu 17 suspeitos e revelou como o Comando Vermelho consolidou sua presença na região.