RJ em Foco
Salvino Oliveira rebate acusação da Polícia Civil e afirma que depósitos de R$ 100 mil eram prêmio da ONU
Vereador grava vídeo e nega alegações que motivaram sua prisão durante operação policial
O vereador do Rio de Janeiro, Salvino Oliveira (PSD), rebateu as acusações da Polícia Civil relacionadas à movimentação financeira considerada atípica, de mais de R$ 100 mil em quatro meses. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o valor refere-se ao pagamento de um prêmio concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
— Com informações inverídicas, o tal dinheiro, mais de R$ 100 mil que me acusam de ter recebido, é justamente a premiação da ONU que eu recebi por ter sido selecionado como jovem ativista global. E eu só fui selecionado justamente pelo trabalho que desenvolvi, mudando a vida de jovens de favelas e periferias do Rio por meio da tecnologia — declarou Salvino Oliveira.
Procurada, a Polícia Civil informou que a investigação está em andamento e preferiu não se manifestar sobre as declarações do vereador.
Segundo a corporação, os policiais identificaram transações consideradas atípicas ou suspeitas no segundo semestre de 2024, período em que Salvino teria recebido valores provenientes de uma empresa de informática sediada no Complexo da Maré, área sob influência do Comando Vermelho. Conforme nota da Polícia Civil, em apenas quatro meses, o parlamentar recebeu créditos que ultrapassaram R$ 100 mil, incluindo 11 depósitos em dinheiro vivo. O nome da empresa de informática não foi divulgado. Além disso, a polícia aponta movimentações financeiras suspeitas relacionadas a um assessor do vereador.
As acusações surgiram no mesmo dia em que a defesa de Salvino Oliveira, preso em 11 de junho durante a Operação Contenção Red Legacy — deflagrada para investigar a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV) —, confirmou que a Justiça concedeu habeas corpus ao parlamentar. O benefício foi concedido na sexta-feira pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A prisão do vereador gerou críticas do prefeito do Rio, Eduardo Paes, pré-candidato ao governo estadual. Segundo Paes, houve "uso político" da Polícia Civil. Em resposta, a corporação divulgou nota afirmando que a investigação foi baseada, entre outros fatores, na análise das movimentações financeiras do vereador.
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