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Médica morta em Cascadura era referência no tratamento de endometriose

Andrea Marins Dias, de 61 anos, foi vítima de disparo durante perseguição policial a suspeitos na Zona Norte do Rio

Agência O Globo - 16/03/2026
Médica morta em Cascadura era referência no tratamento de endometriose
Médica morta em Cascadura era referência no tratamento de endometriose - Foto: Reprodução / Instagram

Em vídeo publicado nas redes sociais, a médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, demonstra orgulho em cuidar da saúde feminina. Na gravação, ela relatou seus 32 anos de carreira e destacou os 27 anos dedicados ao tratamento de mulheres.

oce e dedicação

“Resolvi que seria um desafio ajudar as mulheres. Valorizar a dor das mulheres”, afirmou Andrea.

Especialista em ginecologia e cirurgia, Andrea acumulou experiência em instituições como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), Hospital Federal Cardoso Fontes e Unimed de Nova Iguaçu, além de cinco anos de residência médica.

A Unimed Nova Iguaçu divulgou nota lamentando a perda da colaboradora: "Agradecemos por sua dedicação e trabalho junto à nossa cooperativa e comunidade, sempre marcada pela dedicação à saúde suplementar e ao cooperativismo".

Andrea era reconhecida pelo trabalho com endometriose, condição em que o tecido endometrial cresce fora do útero, causando dor e outros sintomas nas mulheres.

Nota de pesar e indignação

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) também se manifestou: “Foi com pesar que o Cremerj recebeu a notícia sobre a morte da médica Andrea Marins Dias, na manhã desta segunda-feira, 16 de março. que médicos e toda a sociedade estão sujeitos".

Investigação em andamento

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte de Andrea e informou que foi instaurado procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação policial. "Vale informar que os policiais envolvidos portavam corpos corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil. A Secretaria colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC)", diz o comunicado.