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Rio pode ter primeiro centro cultural do mundo dedicado a cogumelos. Veja projeto

Casarão histórico da Rua do Livramento já começou reformas para abrigar Central dos Cogumelos, idealizado pelo suíço e pela irlandesa Tomi Streiff e Jane Hallisey

Agência O Globo - 16/03/2026
Rio pode ter primeiro centro cultural do mundo dedicado a cogumelos. Veja projeto
- Foto: Reprodução/Freepik

Na Rua do Livramento, onde casais preservam a memória dos séculos XVIII e XIX no Rio, surgem projetos inovadores voltados para o futuro. Entre eles, destaca-se a criação do que pode ser o primeiro centro cultural do mundo dedicado aos cogumelos. O projeto é idealizado pelo casal Tomi Streiff, suíço, e Jane Hallisey, irlandesa, que vivem há 13 anos na cidade e comandam uma organização sem fins lucrativos.

A proposta do casal é aprofundar o conhecimento sobre o uso de fungos como soluções para a proteção ambiental, além de explorar seu valor gastronômico, nutricional e o potencial em pesquisas para doenças crônicas.

Tendência no Rio

— Algumas espécies de cogumelos são grandes aliadas na descontaminação do meio ambiente porque elas se alimentam, por exemplo, de resíduos do petróleo — explica o cineasta Tomi Streiff. — Muitas pessoas já conhecem as espécies comestíveis, mas só no Brasil existem mais de 400 espécies catalogadas.

No centro cultural, que está sendo adquirido e reformado por casal, há restaurante com cardápio exclusivo de alimentos e bebidas à base de cogumelos, loja, espaço para cursos, palestras e exposições.

— A ideia é que tenhamos também uma biblioteca para pesquisa e leitura sobre o tema. Mas, para as próximas etapas, precisaremos avançar no financiamento — acrescenta Streiff, que lançou uma campanha de arrecadação online.

Jane Hallisey explica que R$ 1,2 milhão já foram investidos na compra e na reforma básica do casarão histórico. Agora, o projeto busca captar mais R$ 4,2 milhões para as fases seguintes.

— O imóvel está em processo de tombamento de fachada pelo Iphan. Depois, virão as etapas de instalação elétrica e decoração. Prevemos um orçamento de R$ 4 milhões não só para a obra, mas também para manter o funcionamento por pelo menos dois anos. Mesmo com recursos menores, conseguiremos colocar partes do centro em operação — afirma Jane.