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Contraventor Adilsinho passa por audiência de custódia nesta sexta; Justiça avalia transferência para outro estado

Se o pedido da Polícia Federal for aceito, o bicheiro, suspeito de assassinatos e ligação com a máfia dos cigarros, será levado para penitenciária federal.

Agência O Globo - 27/02/2026
Contraventor Adilsinho passa por audiência de custódia nesta sexta; Justiça avalia transferência para outro estado
Adilsinho - Foto: Reprodução

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, será apresentado a audiência de custódia às 12h desta sexta-feira, na 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro, no Centro da capital. Na mesma sessão, o juiz responsável analisará o pedido da Polícia Federal para transferi-lo para uma penitenciária em outro estado.

Considerado um dos criminosos mais procurados do Rio, Adilsinho foi preso na manhã de quinta-feira em uma residência de Cabo Frio, Região dos Lagos. A captura foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio (Ficco/RJ), em ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado, após trabalho de inteligência.

No local, também foi detido um policial militar, apontado como integrante da segurança pessoal do contraventor. A operação contornou ainda com apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal.

A prisão é considerada desdobramento direto da Operação Libertatis II, deflagrada pela PF para desarticular uma das maiores estruturas criminosas ligadas ao comércio ilegal de cigarros no estado. Adilsinho é investigado por crimes no Rio e em outros estados, incluindo homicídios e suspeitas de participação na chamada máfia dos cigarros.

Contra ele, havia cinco mandatos de prisão em aberto. Segundo as investigações conduzidas pela PF e pela Polícia Civil, o contraventor passou o carnaval no Rio e, há pelo menos uma semana, estava na mansão onde foi localizado. Ele já havia escapado de duas tentativas anteriores de captura. Em uma delas, em outubro do ano passado, conseguiu de um cerco policial em Itanhangá, Zona Oeste da capital.

A audiência de custódia irá avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção da detenção. O pedido de transferência para outro estado, segundo fontes da investigação, visa evitar riscos à segurança e possíveis interferências nas apurações em andamento.