RJ em Foco
Adilsinho é preso em casa de luxo à beira da piscina em Cabo Frio
Contraventor foi localizado em imóvel de alto padrão no condomínio Ilha do Anjo, no bairro Portinho
O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira em um dos endereços mais exclusivos da Região dos Lagos. Ele estava em uma casa de alto padrão no condomínio Ilha do Anjo, no bairro Portinho, área nobre de Cabo Frio. Adilsinho foi rendido à beira da piscina do imóvel, cercado por residências luxuosas e com segurança reforçada.
A prisão foi realizada durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), com atuação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil. O contraventor, que estava foragido, foi localizado após trabalho de inteligência e capturado sem resistência. A ação contou ainda com o apoio do Serviço Aeropolicial.
Apontado como um dos principais nomes da contravenção no estado, Adilsinho tinha cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e um por organização criminosa —, além de um mandado expedido pela Justiça Federal. Ele também é investigado como mandante de assassinatos ligados à disputa pelo controle da máfia do cigarro no Rio.
Integrante da cúpula do jogo do bicho, o contraventor é considerado pela polícia o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, com atuação que já se estende a outros territórios do país. As investigações também apontam que ele teria ligação com um cassino on-line clandestino que movimentou cerca de R$ 130 milhões em três anos.
Após a prisão, Adilsinho foi levado de helicóptero para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado.
A Ficco/RJ é uma força-tarefa formada pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do Rio (Seopol/PCERJ), criada para integrar esforços no enfrentamento ao crime organizado. A captura em um condomínio de luxo reforça a estratégia das autoridades de monitorar também áreas consideradas seguras, que vêm sendo usadas como refúgio por criminosos de alto escalão.
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