RJ em Foco
Polícia Civil do Rio adia depoimentos de testemunhas de incêndio no Shopping Tijuca
Brigadista sobrevivente, internado em hospital particular, deve ser ouvido nesta quarta-feira
A Polícia Civil do Rio de Janeiro adiou os depoimentos que seriam colhidos nesta terça-feira (11) sobre o incêndio ocorrido no Shopping Tijuca, na 19ª DP. Estavam previstas as oitivas da representante dos brigadistas e da superintendente do centro comercial, mas, segundo a delegada-adjunta Maíra Rodrigues, responsável pelo caso, ambas alegaram não ter tido acesso aos autos do inquérito.
O brigadista sobrevivente, internado no Hospital Norte D'Or, em Cascadura, também seria ouvido nesta terça. No entanto, a delegada informou que a oitiva deverá ocorrer na própria unidade hospitalar nesta quarta-feira.
Perícia em fase preliminar
Na tarde desta terça-feira, a Polícia Civil iniciou a fase preliminar da perícia para apurar as causas do incêndio no Shopping Tijuca, que deixou duas pessoas mortas na última sexta-feira. Os peritos confirmaram que o fogo começou na loja de decoração Bell’Art, localizada no subsolo do centro comercial. Entretanto, as investigações ainda buscam esclarecer se o foco inicial foi, de fato, no aparelho de ar-condicionado, apontado até o momento como possível causa.
Participam das investigações peritos e a delegada-adjunta Maíra Rodrigues, da 19ª DP (Tijuca). A equipe permaneceu cerca de uma hora no local, entre 15h30 e 16h30.
— Além das áreas interditadas pela Defesa Civil, há também interdições estabelecidas pela perícia. Como o local ainda não está totalmente estabilizado, será necessária uma intervenção estrutural para garantir a segurança dos peritos durante uma análise mais detalhada. O projeto de estabilização será elaborado por uma empresa de engenharia, cujo representante acompanhou a vistoria de hoje, e deverá ser aprovado pela Prefeitura e pela Polícia Civil. Ainda não há previsão para a conclusão dessa etapa — explicou a delegada. — Não será uma perícia simples. O trabalho contará com pelo menos cinco peritos profissionais.
Nesta primeira análise, os peritos mapearam o território e interditaram áreas que devem permanecer preservadas para a investigação. Foram delimitados a loja Bell’Art, seu entorno e a região do primeiro piso imediatamente acima, incluindo mais de dez unidades comerciais.
A delegada relatou que o local do incêndio ainda apresenta condições bastante hostis:
— Houve dificuldade para acessar a loja, onde os peritos constataram que a temperatura ainda chega a 70ºC. O calor é intenso, e toda a região está muito destruída, com presença de fumaça e fuligem. Certamente havia muito material combustível no local — afirmou Maíra Rodrigues.
Outros pontos da investigação
A delegada informou ainda que as investigações apontaram que Anderson Aguiar do Prado, uma das vítimas fatais, não era brigadista, como divulgado inicialmente, mas chefe de segurança do shopping. A apuração agora busca esclarecer se ele agiu por instinto de ajudar ou se foi obrigado a atuar durante o incêndio.
— Outro ponto sob análise são as licenças da loja Bell’Art. Em depoimento, o proprietário afirmou possuir todas as autorizações para funcionamento, mas, informalmente, o Corpo de Bombeiros contestou essa informação. Vamos solicitar oficialmente os detalhes aos bombeiros — destacou a delegada.
O incêndio no Shopping Tijuca resultou na morte da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes e de Anderson Aguiar do Prado, além de deixar três pessoas feridas.
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