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Shopping Tijuca: conheça a história do centro comercial e onde começou o incêndio

Obras no local começaram na década de 1970, mas só foram concluídas quase vinte anos depois

Agência O Globo - 06/01/2026
Shopping Tijuca: conheça a história do centro comercial e onde começou o incêndio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Com mais de 35 mil metros quadrados de área construída, o Shopping Tijuca, localizado na Zona Norte do Rio, consolidou-se como um dos principais pontos de encontro para os moradores e o maior centro comercial da região. O local, que recebe cerca de 1,3 milhão de visitantes todos os meses, encontra-se temporariamente fechado após o incêndio registrado na última sexta-feira.

O fogo teve início no subsolo e deixou dois mortos — o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes — além de três pessoas feridas. O shopping, que ainda não tem previsão de reabertura, foi erguido sobre o esqueleto de uma obra que permaneceu parada por quase duas décadas.

'Ela deu a vida para salvar outras'

Sobreviventes do incêndio no Shopping Tijuca relataram momentos de desespero durante a emergência.

Desde a inauguração, em 1996, moradores da Tijuca manifestam preocupação com a estrutura do prédio. Parte desses receios está relacionada ao histórico da construção: antes de se tornar o Shopping Tijuca, o edifício ficou abandonado por anos, com obras iniciadas ainda na década de 1970.

Em 1973, uma reportagem do jornal O Globo destacava a construção do primeiro shopping center da Tijuca e previa a inauguração de uma loja de departamentos Sears no local, marcada para novembro daquele ano.

O projeto, entretanto, foi interrompido e só seria concluído quase vinte anos depois. As obras ficaram paralisadas por 19 anos, até a abertura definitiva do shopping ao público, em 1996.

Após diversas expansões, o shopping ocupa hoje mais de 35 mil metros quadrados, distribuídos em quatro pisos de lojas e seis pavimentos de estacionamento. O complexo também abriga três torres comerciais anexas, que reúnem cerca de 200 salas para serviços laboratoriais e clínicos.

O incêndio mais recente começou no subsolo do prédio, onde funcionam lojas e restaurantes. Esta não foi a primeira ocorrência do tipo: em 26 de dezembro do ano passado, um foco de fogo atingiu o segundo andar do edifício. Embora de menor proporção, o incidente também exigiu a evacuação do shopping.