RJ em Foco
O que falta esclarecer sobre incêndio em shopping na Tijuca que deixou dois mortos e três feridos
Segundo informações dos Bombeiros, o foco do incêndio começou numa loja de decoração presente no subsolo e de difícil acesso, o que facilitou a concentração de fumaça
No início da noite de sexta-feira, um incêndio atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte, e continua sendo combatido pelo Corpo de Bombeiros. Até o momento, duas pessoas morreram, e outras três foram socorridas e levadas a hospitais. Segundo informações da corporação, o foco do incêndio começou numa loja de decoração presente no subsolo e de difícil acesso, o que facilitou a concentração de fumaça. Nesse sábado, os agentes chegaram a quebrar paredes do shopping para facilitar a dissipação dela, que impede o trabalho de rescaldo. A causa do incêndio vai ser investigada pela 19ª DP (Tijuca). O GLOBO preparou uma lista com detalhes que faltam ser esclarecidos sobre o caso.
Tragédia:
Trabalho dificultado:
Houve acionamento de sirenes ou alarmes de emergência?
Ainda na sexta-feira, algumas pessoas que estavam no shopping na hora do incêndio informaram que não ouviram qualquer aviso sonoro sobre a situação. Outras apontaram que ouviram o som, mas que esse era muito baixo. De forma geral, a maioria contou que só percebeu o incêndio devido à correria do momento e pela orientação de brigadistas.
Por que os bombeiros só foram acionados às 18h28?
Ao Globo, na sexta, uma testemunha narrou que estava na loja de decoração foco do incêndio quando, às 18h, percebeu um brigadista entrar no local com uma mangueira. Nesse momento, funcionárias informaram que a loja seria fechada e pediram para que os clientes a deixassem. No entanto, sem saber da gravidade, a moça continuou no shopping até as 18h40, quando começou a evacuação. À imprensa, o Corpo de Bombeiros informou que o acionamento ocorreu às 18h28.
Por que os lojistas emprestaram exaustores?
Relatos apontam ainda que lojistas cederam exaustores para contenção das chamas do subsolo. Não ficou claro se essa situação faz parte de alguma política de segurança contra incêndios ou se o shopping não tinha equipamentos suficientes para tal.
O sistema de exaustão no subsolo enfrentava problemas?
Segundo o Corpo de Bombeiros, a loja do subsolo era de difícil acesso e isso ajudou na concentração de fumaça. Até as 20h de sábado, agentes tentavam dissipá-la, abrindo buracos em paredes do shopping que davam para a rua. Além disso, eles relataram que os equipamentos do estabelecimento não davam conta de eliminar a fumaça, o que elevava as temperaturas e dificultava o trabalho de rescaldo.
Em nota, a superintendência do Shopping Tijuca informou que mais de 7 mil pessoas estavam no local quando o incêndio começou em uma loja de decoração no subsolo. Segundo a administração, a evacuação seguiu os protocolos de emergência, com acionamento de alarmes, e a brigada atuou rapidamente para esvaziar a área. O shopping afirmou que os bombeiros foram acionados e seguem no local, com apoio de equipamentos adicionais de ventilação e exaustão. A direção lamentou as duas mortes, disse prestar apoio às famílias e afirmou colaborar com as investigações.
Dia seguinte:
O incêndio
O incêndio atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte, no início da noite de sexta-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, os quartéis da Tijuca e de Vila Isabel foram acionados às 18h28 para o combate às chamas, que teriam começado em uma loja de decoração. No início da madrugada foi confirmada a informação de que duas pessoas morreram. Entre as vítimas fatais, estavam o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado, que chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, retirada do estabelecimento no início da madrugada deste sábado. Ela não apresentava sinais de queimaduras e a primeira hipótese é de que a morte tenha acontecido por inalação de fumaça. Pelo menos outras três pessoas ficaram feridas.
A Polícia Civil informou que uma perícia será feita neste sábado no shopping e que a investigação está a cargo da 19º DP (Tijuca). Em entrevista ainda na madrugada deste sábado, o coronel Luciano Sarmento, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, contou que os dois brigadistas mortos foram encontrados na loja do subsolo, onde ocorreu o incêndio.
— Uma delas estava bem próximo ao foco original, no mezanino da loja, onde começou o fogo, e a segunda vítima, no térreo. Provavelmente desceu, tentou realizar o escape, mas não conseguiu. O fogo se concentra no subsolo do shopping numa loja com material de fácil combustão com artigos diversos de decoração, como colchões. Isso dificultou muito o trabalho de fazermos a exaustão da fumaça. Nossos bombeiros tiveram um trabalho hercúleo, de muita técnica, de forma que não deixasse que esse fogo se propagasse e aí sim poderia ser uma grande tragédia — disse o subcomandante, na ocasião.
Drama:
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